A Alma Imoral

Comemorando 11 anos consecutivos em cartaz, peça volta ao Rio para curta temporada no Teatro OI Casagrande

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12 de janeiro de 2018

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Clarice Niskier em cena de “A Alma Imoral”. Foto Dalton Valerio.

A Alma Imoral (…) é um daqueles mistérios abençoados pelos deuses do teatro de tempos em tempos” (Dirceu Alves, Veja SP)

“O momento perfeito chegou para Clarice Niskier – beleza de atriz – em A Alma Imoral.” (Jefferson Del Rios, O Estado de São Paulo)

Delicado e sensível espetáculo teatral, no qual a qualidade do texto e a presença de Clarice Niskier são traduzidas em celebração cênica” (Macksen Luiz)

Boa reflexão de Clarice sobre seu judaísmo budista (…) É um trabalho cuidado, medido e interessante“. (Barbara Heliodora, O Globo)

Clarice dialoga intimamente com o público, torna tudo muito acessível e lógico e oferece um verdadeiro banquete à platéia. É teatro da melhor qualidade servido com generosidade.” (Debora Ghivelder, Veja Rio)

“Clarice reparte com a platéia o que de melhor possui e por isso saímos tão enriquecidos desta inesquecível ceia” (Lionel Fischer)

Comemorando 11 anos consecutivos em cartaz em 2017 desde sua estreia em 2006, “A Alma Imoral”, de Clarice Niskier, volta ao Rio para curta temporada no Teatro OI Casagrande em janeiro de 2018. A peça, que já ultrapassa a marca dos 400.000 espectadores, vem se apresentado com êxito para as mais variadas platéias – desde apresentações intimistas em pequenas salas até sessões ao ar livre para platéias com mais de 1.000 pessoas, como na Virada Cultural de São Paulo, em 2012.

O texto da peça é uma adaptação de Clarice Niskier para o teatro, a partir do livro homônimo do rabino Nilton Bonder. A supervisão da montagem é de Amir Haddad. A atriz adaptou o texto com “o objetivo de mobilizar o pensamento e a emoção do espectador contemporâneo“, o que vem de fato acontecendo desde a sua primeira temporada, em meados de 2006 no Rio de Janeiro, quando estreou numa pequena sala de 50 lugares e de lá seguiu para um teatro de 400 lugares, onde chegou a ficar em cartaz de terça a domingo. E dali ganhou o Brasil, em teatros de Norte a Sul do país.

Depois dos 14 meses iniciais no Rio, partiu para uma tournée nacional, ocupando 29 salas com diferentes capacidades e perfis, e obtendo sempre a mesma resposta calorosa do público. Belém, Recife (Festival do Recife), Brasília, Belo Horizonte, Divinópolis, Ouro Preto (Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana), Niterói, Angra dos Reis (Festival de Angra), Resende (Festival de Resende), Nova Iguaçu, Petrópolis (Festival de Inverno), Porto Alegre, Garça, Catanduva, São José dos Campos, Vitória (Festival de Vitória), Curitiba (Festival de Curitiba), São Paulo (Teatros Eva Herz, Augusta e Cultura Artística), Piraju, Americana, Lençóis Paulista, Botucatu, além do Rio de Janeiro, onde estreou e retornou em outubro de 2011, para o Teatro Leblon. Em 2012, A Alma Imoral reinaugurou o Teatro Serrador, no Centro do Rio, onde realizou uma temporada popular com enorme sucesso. Ao longo de 2013 e no primeiro semestre de 2014, seguiu em novas temporadas no Rio, em São Paulo e retornou ainda às cidades de Porto Alegre, Teresina, Maceió e Salvador. No total, a peça já passou por 24 cidades, e ainda hoje segue viajando pelo Brasil.

No teatro é sempre a primeira vez. Quando me perguntam como é possível fazer uma peça tanto tempo sem se cansar eu respondo: assim como é possível amar tanto tempo a mesma pessoa sem se cansar. Nesse caso o tempo é muito subjetivo. Se a relação está viva, está viva. Dá trabalho, mas não cansa. Assim é na Alma Imoral. Eu amo esse trabalho, esse texto. Que vocês se sintam vivos diante de mim. Assim como tenho vontade de me sentir diante de vocês: viva.”, afirma Clarice.

A peça fechou seu primeiro ano em cena com três indicações ao Prêmio Eletrobrás de Teatro (melhor atriz, melhor peça e melhor figurino) e chegou ao segundo com duas indicações ao Prêmio Shell (melhor atriz e melhor figurino), tendo vencido na categoria de Melhor Atriz. Foi ainda contemplada em 2007 pelos Prêmios Caixa Cultural e Caravana Funarte de Circulação Nacional de Teatro, e em 2008 pelo Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz.

A peça desconstrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização – corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência. Sozinha no palco, Clarice Niskier está em contato direto com a platéia, sem fazer uso da chamada “quarta parede”. Para contar histórias e parábolas da tradição judaica, a atriz vale-se somente de uma cadeira panton preta e um grande pano preto que, concebido pela figurinista Kika Lopes, transforma-se em oito diferentes vestes – mantos, vestidos, burcas, véus. O espaço cênico concebido por Luis Martins é limpo e remete a um longo corredor em perspectiva.

Clarice optou por não trabalhar com uma direção teatral no sentido tradicional, mas com a supervisão de Amir Haddad, que já vem fazendo este trabalho com alguns atores. “Super-visão pode significar uma visão maior ou superior, capaz de desvendar coisa que outros olhos mortais não conseguiriam ver. Assim como o super-homem (citado no espetáculo) com sua visão de raio x. Mas também pode significar uma sobre-visão, uma visão de cima, das coisas que estão acontecendo. Por exemplo: ‘A terra é azul’ disse Gagarin, sobrevoando o planeta. O que eu faço com a Clarice, bela atriz, mulher corajosa, procurando o seu lugar, é tentar dar a ela a visão de quem está de fora, e às vezes de cima, para melhor poder entendê-la e orientá-la na manutenção de sua órbita. Me dá mais prazer observar e ajudar um ator no divino exercício do seu ofício do que inventar efeitos de som e luz e algumas marcações e depois anunciar: ‘o diretor’. Sonho com um ator dono do seu próprio texto e dessa maneira, capaz de iluminar o texto de outrem pelo embate de suas idéias.”, propõe Amir.

Ficha Técnica

Autor do livro “A Alma Imoral”: Nilton Bonder

Adaptação, Concepção Cênica e Interpretação: Clarice Niskier

Supervisão: Amir Haddad

Cenário: Luis Martins

Figurino: Kika Lopes

Iluminação: Aurélio de Simoni

Música Original: José Maria Braga

Preparação Vocal: Rose Gonçalves

Direção de Movimento: Márcia Feijó

Preparação Corporal: Mary Kunha

Fotos: Dalton Valério, Elenize Dezgeniski e Letícia Vinhas

Programação Visual: Studio C

Assistente de Produção / Coordenação do Projeto: José Maria Braga

Realização: Niska Produções Culturais

Assessoria de Imprensa: JSPONTES Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Serviço

Reestreia: 10 de janeiro (4ªf) de 2018, às 21h

Local: Teatro OI Casagrande – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – a – Leblon / RJ  Tel: (21) 2511-0800

Horários: sempre à quartas, às 21h

Duração: 80 min

Ingressos: R$100,00 e R$50,00 (meia entrada)

Vendas pelo site: http://www.tudus.com.br

Horário de funcionamento da bilheteria: 2ª a sáb, das 14h às 21h; dom, de 12h às 19h

Capacidade do teatro: 926 espectadores

Classificação: 18 anos

Gênero: drama

Temporada: até 07 de fevereiro