CELEBRAÇÃO DO AUDIOVISUAL FEMININO ACONTECE NO CABÍRIA FESTIVAL

A VOZ FEMININA NAS TELAS E NOS BASTIDORES

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22 de novembro de 2019

O QUE RESTA_01 (1)

A primeira edição do Cabíria Festival começa hoje (22) e ocorre até terça (26), no Rio de Janeiro. Expansão do Cabíria Prêmio de Roteiros, criado em 2015, o festival que tem toda a sua programação gratuita incentiva e valoriza a participação das mulheres no audiovisual, seja nas telas ou nos bastidores.

Três espaços serão ocupados pelo festival: a Cinemateca do MAM, a Fundação Casa de Rui Barbosa e o Cinemaison Rio. O Cabíria é sobre representatividade de mulheres e incentivo à diversidade e aberto a pessoas de todos os gêneros. Artistas como Bruna Linzmeyer, Barbara Colen, Maeve Jinkings, Isabel Zuaa, Karine Teles, Cleo, Suzana Pires e outras apoiam e integram o festival.

Vale destacar entra a programação, o estudo de caso “Filmes em Processo”, com Jaqueline Souza, Renata Martins e Ana Johann e mediação de Marina Meira; a oficina “Autoras e personagens: a mulher no roteiro”, com Iana Cossoy Paro; as masterclasses: “Desenvolvimento de projetos”, oferecido pela produtora executiva Raquel Leiko; e “Processo Criativo”, com a atriz e roteirista Karine Teles. Também se destacam os painéis: “A Construção da Personagem”, com a atriz Maeve Jinkings; “Desafios da Produção Audiovisual e Coprodução Internacional”, com a ex-diretora da Ancine Debora Ivanov, a produtora Tatiana Leite, a pesquisadora Janaína Oliveira e a cineasta Lucia Murat; e “Plataformas digitais de conteúdo e representatividade” com Cleo, Vilma Melo, Isabel de Luca e Carol Albuquerque, representando as plataformas digitais Cleo On Demand e Hysteria. A atriz, roteirista e empreendedora – Suzana Pires apresentará a palestra “Dona de Si”.

Cadelas

Entre os filmes em exibição no festival, os longas de ficção inéditos “Tarde para morrer jovem” da chilena Dominga Sotomayor Castillo, premiado em Locarno; “O sussurro do jaguar”, de Thais Guisasola e Simon(e) Jaikiriuma Paetau; os documentários “À luz delas” de Nina Tedesco e Luana Faria; “O Que Resta”, de Fernanda Teixeira; e “Fabiana” de Brunna Laboissière, além de 27 curtas de realizadoras de todo o Brasil, destacando “Alfazema”, de Sabrina Fidalgo, que está em competição na atual edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Alfazema 000

O Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual revela também uma preocupação especial em relação ao conteúdo dedicado às crianças e mães. Com uma seleção cuidadosa, os curtas de animação “Lé com Cré”, de Cassandra Reis, vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019; “Vivi Lobo e o Quarto Mágico”, de Isabelle Santos e Edu MZ Camargo; “Fábula da Vó Ita”, de Joyce Prado e Thalita Oshiro Meireles; e “Orun Ayiê, A Criação do Mundo”, de Jamile Coelho e Cintia Maria, compõem a sessão infantil do festival. Após a exibição das produções, haverá bate-papo com as realizadoras Cassandra Reis, Mariana Lopes e Isabelle Santos. Outro destaque é a coprodução colombiana, brasileira e francesa “Los Silencios”, dirigida com grande sensibilidade e segurança por Beatriz Seigner, que teve estreia mundial na Quinzena dos Realizadores de Cannes, foi escolhida para a “Sessão Mães & Filhos – Cinema e Maternidade”. A exibição do longa será adaptada para mães acompanhadas por seus bebês e crianças, seguida por bate papo com a diretora.

Los Silencios

Para Marília Nogueira, da Ipê Rosa Produções, e Vânia Matos, da Laranjeira Filmes, realizadoras do festival, “o evento reforça a importância não apenas da equidade de gênero nos espaços de trabalho, mas também a do protagonismo feminino em suas próprias histórias. No contexto do audiovisual, a iniciativa soma à luta para que mulheres tenham vez e voz ao contar suas vivências, seja escrevendo roteiros, dirigindo projetos ou atuando em personagens de destaque. Já fora das telas, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual promove o reflexo desse empoderamento na vida pessoal de cada mulher, incentivando e respeitando seu direito de escolha, suas experiências e demandas”, ressaltam.

O evento foi realizado com financiamento coletivo e apoio e engajamento das Atrizes, diretoras, roteiristas, produtoras e demais profissionais mulheres do audiovisual Entre elas, as cineastas Lucia Murat (“Uma Longa Viagem”; “Praça Paris”) e Adélia Sampaio (“O Mundo de Dentro”) – primeira diretora negra brasileira a realizar um longa de ficção, Amor Maldito, em 1984; a produtora Debora Ivanov (ex-diretora da Ancine) e a diretora de Políticas Audiovisuais da Spcine, Malu Andrade; as atrizes Bruna Linzmeyer (“Alfazema”; “O Grande Circo Místico”) Karine Teles (“Bacurau”; “Que Horas Ela Volta”), Maeve Jinkings (“Aquarius”; série “Onde Nascem Os Fortes”) e Suzana Pires (Instituto Dona de Si); além da multifacetada Cleo, que apresentará sua plataforma digital – Cleo On Demand – ao lado da atriz vencedora do Prêmio Shell de Teatro, Vilma Melo; – e de diversas cineastas expoentes da nova geração, como Carol Rodrigues (“3%”; “A felicidade delas”), Beatriz Seigner (“Los Silencios”), Yasmin Thayná (“Cabela”; “Fartura”), Eliza Capai (“Espero tua (re)volta”), Alice Riff (“Eleições”; “Meu Corpo é Político”) e muitas outras profissionais do audiovisual brasileiro.

Confira aqui a programação completa do festival.