43° Mostra de SP: Noite de Abertura

Abertura politizada defende criação de Conselho Superior de Cinema e que "a luta do Brasil é uma luta da humanidade"

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17 de outubro de 2019

Na noite de abertura no Auditório Ibirapuera da 43° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, confira abaixo alguns dos destaques, como as palavras de representantes das políticas públicas voltadas para o Cinema como a cineasta Laís Bodanzky da SPcine, que defendeu a criação do Conselho Superior de Cinema, e o secretário da cultura Alê Youssef, que anunciou Festival para 2020 onde exibirão todas as obras censuradas pelo governo neste ano. A noite também contou com palavras do homenageado Olivier Assayas que também é o realizador do filme de abertura da Mostra, “Wasp Network”, que também contou com a presença do produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features, e os atores Edgar Ramírez e Leonardo Sbaraglia. Confira trechos e vídeos abaixo:

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A noite começou com homenagens, onde os cineastas Olivier Assayas e Amos Gitai ganharam o prêmio Leon Cakoff, e o cineasta Elia Suleiman ganhou o prêmio humanidade.

Confiram as palavras do cineasta convidado Olivier Assayas em agradecimento pelo Prêmio Leon Cakoff na 43° Mostra Internacional de Cinema de SP, bem como para apresentar a sessão de abertura com seu mais novo filme “Wasp Network”, que traz uma constelação latina no elenco: a espanhola Penélope Cruz, o mexicano Gael García Bernal, o argentino Leonardo Sbaraglia, o venezuelano Edgar Ramírez, o brasileiro Wagner Moura e a cubana Ana de Armas. Também estavam presentes para dar uma palavrinha o produtor Rodrigo Abreu Teixeira da RT Features e os atores Edgar Ramírez e Leonardo Sbaraglia, e todos se pronunciaram contra a censura e a favor da cultura e da arte (Sbaraglia lembrou que esteve no Festival de Gramado onde ajudou a levantar cartazes contra a censura e parte da população do lado de fora lhe arremessou pedras de gelo, então ele disse que sabe pelo menos um pouco a polarização que o brasileiro está sentindo na pele… E que “A luta do Brasil é uma luta da humanidade”.

O filme é inspirado no livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, do jornalista mineiro Fernando Morais, que estava presente na plateia para agradecer e aproveitou o momento para levantar os dedos formando dois “L” com as mãos a representar o símbolo de #LulaLivre — o que foi seguido por uma multidão de braços fazendo o mesmo gesto — mas ninguém ousou quebrar o silêncio da noite (onde até agradecimentos a João Dória rolaram) e ninguém chegou a pronunciar verbalmente o tradicional “Lulaço” de #LulaLivre

Outros belíssimos discursos de abertura na Mostra de Cinema de SP:

Todos exaltaram a data do aniversário da grande Fernanda Montenegro que coincidiu com a abertura da 43° Mostra Internacional de Cinema de SP — inclusive pelo fato de que haverá filme com a atriz na seleção, “A Vida Invisível” de Karim Aïnouz, que é nosso representante para o Oscar 2020!

Confira abaixo algumas palavras da cineasta Laís Bodanzky que atualmente está presidindo a Spcine — e que conclamou com que todos nos engajemos no diálogo e em soluções alternativas, como a boa notícia da continuidade de conversações sobre o Conselho Superior de Cinema!

Além de Bodanzky, também falou o Secretário de Cultura de SP, Alê Youssef, que fez discurso emocionado contra a censura e garantiu Festival em Janeiro com todas as peças que foram censuradas pelo governo! E que enquanto censurarem, eles continuarão exibindo todas!