5o Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades

O PGE chega a sua quinta edição com uma programação enxuta e investindo na reflexão crítica e no intercâmbio internacional

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01 de dezembro de 2014

O Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades chega a sua 5a edição, no Teatro Guairinha e na sede da Cia do Abração, afirmando aquilo que ele tem de melhor, um momento único e especial para o intercâmbio de múltiplas linguagens e uma profunda reflexão sobre o ato teatral. Ainda que com uma programação pequena, todos os espetáculos são escolhidos a dedo, por cada uma das particularidades que eles possuem. A curadoria executada pela Cia do Abração busca sempre selecionar trabalhos que possam gerar frutos, e render boas discussões sobre o fazer no segmento para a infância e juventude. Nesta edição foram apresentadas 10 peças e 4 palestras. A minha jornada começou na segunda semana, onde pude acompanhar 5 espetáculos e 2 palestras. Como em todos os anos, a organização é ótima, primando pelo zelo e o respeito pela plateia e escolas visitantes. O ponto alto desta edição foi, sem dúvida, a presença maciça de grupos PNE (portadores de necessidades especiais) como espectadores das peças. O comportamento e a sensibilidade deles foram algo impressionante. Levando-se em consideração ainda que muitos deles estavam tendo uma experiência teatral pela primeira vez.

"Os Fantásticos Equilibristas" abriu a segunda semana de apresentações do 5o Pequeno Grande Encontro

“Os Fantásticos Equilibristas” abriu a segunda semana de apresentações do 5o Pequeno Grande Encontro

A primeira peça apresentada foi “Os Fantásticos Equilibristas”, de Maurício Vogue, que traziam a seguinte questão: “Afinal, o que é equilíbrio?” Se você tem resposta para isso, te lanço uma outra questão: O que você realmente quer ser quando crescer? Ei, espere aí… “Qual o real sentido disso tudo?” Com a cabeça “fervilhando” de “minhocas perguntadoras”, tantas respostas podem nos fazer “confundir os parafusos” sobre qual caminho escolher ao encarar a grande aventura da vida”.

O ator e músico Renet Lyon tem a melhor atuação do espetáculo

O ator e músico Renet Lyon tem a melhor atuação do espetáculo

Apesar do espetáculo “Os Fantásticos Equilibristas” apresentar uma boa premissa original – em um texto bastante confuso e desordenado -, explorar o universo da diferença, falar sobre o desequilíbrio – a partir dos princípios da calma, coragem e concentração, de uma criança vista como problemática -, e apresentar algumas soluções de cena muito interessantes, como o surgimento do “filho”, as transformações cenográficas e dos objetos de cena, da repetição de cena, de um som potente e poderoso; a encenação sofre justamente daquilo que é abordado no tema central: o equilíbrio entre o texto, o som, as músicas escolhidas, a atuação bastante afetada e a falta de ritmo nas costuras de cena. Além de explorarem também números plásticos que não correspondem ao tema proposto, como por exemplo um número de exibição virtuosa no tecido acrobático, que não acrescenta nada a cena e nem ao equilíbrio (ou desequilíbrio). O grande destaque do espetáculo é a ótima e segura atuação do ator e músico Renet Lyon, que possui um talento diferenciado. Após a apresentação da peça, o diretor Mauricio Vogue foi agraciado com o Troféu Pingo Primeiro, criado pela Cia do Abração nesta 5a edição. O troféu é uma homenagem ao grande mestre Ilo Krugli e a sua poética  e antológica montagem “A História de um Barquinho”.

O Troféu Pingo Primeiro em homenagem ao mestre das artes cênicas Ilo Krugli

Nesta 5a edição foi criado o Troféu Pingo Primeiro em homenagem ao mestre das artes cênicas Ilo Krugli

O ator Simão Cunnha da Cia do Abração entrega o Troféu Pingo Primeiro para o diretor Maurício Vogue

O ator Simão Cunha da Cia do Abração entrega o Troféu Pingo Primeiro para o diretor da peça Mauricio Vogue

 


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