7o Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades

7a edição do PGE se revela a melhor de todos os tempos

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11 de maio de 2016

O 7o Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades (7o PGE), que ocorreu de 15 a 21 de março de 2016 no Teatro Guairinha e na sede da Cia do Abração foi um dos mais profícuos e emblemáticos, entre todas as edições anteriores. Nunca as palavras “pequeno” e “grande” dialogaram com tanta força e pungência, demostrando em cena, e em seus bastidores, um grande equilíbrio de potências artísticas, nomes consagrados do teatro para a infância e juventude, estéticas teatrais diferenciadas, conceitos artísticos díspares e diversos; onde a riqueza do encontro se deu em todos os setores, desde os bastidores, os encontros reflexivos e festivos, em cena, nas coxias, camarins, e no transporte de toda a equipe. Todos os espaços respiravam e fervilhavam o “Encontro”. Nunca tivemos tantos nomes de excelência nacional e internacional juntos em uma mesma edição. Sejam eles no campo da discussão crítica, reflexiva, filosófica, institucional, técnica, curadoria de espetáculos e manager. Nomes como Dib Carneiro Neto – crítico da Revista Crescer do estado de São Paulo -, Gabriel Guimard – fundador do Centro de Referência Cultura Infância de São Paulo -, Bebê de Soares – atriz curitibana radicada na Alemanha, e Manager da Amazonas Network/Amazonas Büro Kultur Austausch -, Inês Falconi – Secretaria da Atina- Associación de Teatristas Independientes para Ninõs y Adolescentes -, e Ricardo Schöpke – Editor de teatro e críticas do Almanaque Virtual da Uol- Cultura em Movimento do Rio de Janeiro, ator e diretor artístico da Cia Boto-Vermelho. Com tantos expoentes de peso do segmento para a infância e juventude brasileira e mundial, o 7o Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades  teve uma programação de excelência em todos os seus setores. No campo da encenação foram dois espetáculos do Paraná, um da Paraíba, um do Rio de Janeiro, um da Argentina e um do Chile. Marcando também, com muita força, o viés internacional do Encontro, na integração e união, com os países sulamericanos e nuestros hermanos.

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A apresentação dos espetáculos ocorreu no imponente Teatro Guairinha. Fotos de Isabelle Neri.

Antes da apresentação do primeiro espetáculo foi feita uma homenagem especial ao diretor, ator, artista plástico e escritor mítico  Ilo Krugli. Uma das principais figuras do teatro para crianças no Brasil e também o fundador de um dos mais importantes grupos teatrais da história artística do Brasil – o Teatro Ventoforte.

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Ilo Krugli sendo homenageado na Abertura do 7o PGE por Letícia Guimarães (curadora e diretora do Encontro) e Guga Cidral Boslooper (criador do Troféu História de Lenços e Ventos). Fotos de Isabelle Neri.

A abertura do Encontro foi com o espetáculo de uma das Cias da anfitriã e organizadora, Cia do Abração: a Cia Céu Vermelho. Eles apresentarem a estreia do espetáculo:“Histórias brincantes de muitos Amigos”, no dia 15 às 20h, com dramaturgia, em criação coletiva sob a supervisão de Letícia Guimarães e direção também de Letícia Guimarães. A peça conta a história de três amigos: Tarsila, envolvida pelo universo das cores, que quer ser pintora e brinca com as cores, Cecília que brinca de construir palavras, cria sonhos e quer ser poeta, e de Tom que descobre o mundo através dos sons e seus dedos inventam tons. Três grandes nomes da cultura nacional envolvidos por brincadeiras que levam à arte, apresentando a amizade e a alegria de conviverem juntos num mesmo quintal, num lugar chamado Brasil. A encenação do espetáculo leva a grife de qualidade da Cia do Abração e é rica em detalhes e delicadezas estéticas e conceitos artísticos. Buscando um ponto de convergência e diálogo entre três expoentes da nossa cultura nacional, em três áreas díspares, a pintora modernista Tarsila do Amaral, o compositor e cantor Tom Jobim e a poetisa Cecília Meirelles; a peça, nova criação da profícua Cia encontra-se ainda em fase de amadurecimento de grandes ideias e poéticas. Característica da Cia do Abração que costuma estrear os seus espetáculos com a consciência de que um rico processo perdurará ainda durante longos anos, e que o que menos importa é com o resultado fechado e por si só definido em todos os setores da atuação. Assim é este novo projeto da Cia, que busca ir esculpindo e moldurando as questões pertinentes ao espetáculo, texto – geralmente um grande bloco do mesmo -, junto com concepções estéticas – também recheada de dezenas de referências -, além do trabalho de interpretação do ator, que geralmente ainda está em fase de amadurecimento durante os primeiros meses e ano dos novos espetáculos. A Cia do Abração busca praticar arte genuína, fugindo do imediatismo dos símbolos, signos e significantes, resultados que não se aplicam ao método de trabalho e linha conceitual da Cia. Que ao mesmo tempo precisa encontrar um equilíbrio entre o processo de mercado e o processo de pesquisa, que muitas vezes é mais cruel e exige resultados mais fechados e mais rápidos. Como por exemplo ao encenar espetáculos de artesania e pequenas delicadezas em palcos grandiosos como o do belo Teatro Guairinha. É preciso buscar um denominador comum em poder tirar proveito de uma caixa cênica tão poderosa e tão vasta de elementos técnicos-teatrais – como os figurinos de Guga Cidral -, como a explosão da cena através do proscênio e fosso da orquestra, e também da estética da iluminação – Blas Torres -, dos equipamentos de luz e som, e na conceituação da interpretação e das músicas do espetáculo que nos últimos projetos vêm ficando com uma pegada bem mais infantil e bem mais para crianças muito pequenininhas. Isto se refletindo no jeito de atuar, de falar do elenco -Edgard Assumpção, Juliana Cordeiro e Karin Oniesko – , e das músicas de Karla Izidro que também estão buscando esse ser infantil bem menor. Estas questões, em um palco muito grande como o do Teatro Guairinha, ajuda a diluir muitas das inúmeras qualidades e excelências de tão nobre Cia, que quando se apresenta em espaços menores e de câmara, são quase insuperáveis e imbatíveis.

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“Histórias brincantes de muitos Amigos” da Cia Céu Vermelho/PR, foi a primeira peça a ser apresentada. Foto de Isabelle Neri.

Amigos

“Histórias brincantes de muitos Amigos”. Foto de Isabelle Neri.

Festa

Letícia Guimarães (Curadora e diretora artística da Cia do Abração/PR), Dib Carneiro Neto (Dramaturgo e crítico da Revista Crescer/SP), Ricardo Schöpke (Ator, crítico e diretor artístico da Cia Boto-Vermelho/RJ), Gabriel Guimard (Ator e diretor da Cia de Teatro Megamini/SP) e Bebê de Soares (Atriz, fundadora e diretora artística do Canal Curumim, da Amazonas Network/BR/Alemanha/Chile). Foto de Isabelle Neri.

“Mororó e a Vaquinha”  da Cia Mororó/PB, foi o segundo espetáculo apresentado no 7o PGE. Inspirados na sabedoria das lendas indígenas e na cultura popular nordestina, o espetáculo “Mororó e a Vaquinha”. Mororó ou Pata de Vaca é uma árvore do Cariri do Brasil e na nossa história Mororó é um índio Cariri que tem uma vaquinha de patas mágicas, chamada Tutuia. Mororó e Tutuia conhecem Antônio Manoel Martins, um homem branco que lhes propõe algo que mudará suas vidas. O projeto, que na verdade se constitui em uma ótima contação de histórias, é realizado com bastante empenho e qualidades cênicas pela mais atinga cria da Cia do Abração, o criador, diretor e ator Simão Cunha. Com um formato mais simples e direto Cunha se desdobra como uma espécie de um rapsodo do sertão brasileiro, com um figurino bem executado por Evarista de Almeida, e uma iluminação mais definida de Edgard Assumpção. Contando esta encantadora história de forma lúdica, poética, em forma de animação de objetos e resignificações, com um texto ainda um pouco extenso e falado muito explicado, e os aparatos técnicos sendo aperfeiçoados sessão a sessão. Ficando muito clara também a imensa identidade que o talentoso, e ator com bastante verve, tem com todos os conceitos e estéticas da sua Cia de origem. Em cada gesto, em cada atitude, em cada escolha, podemos ver a grande influência de sua Cia formadora. Sendo de grande valor a sua busca em escrever, com afinco e força, a sua própria e nova história, ainda muito misturada, em todos os sentidos, com a da Cia do Abração.

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“Mororó e a Vaquinha” da Cia do Mororó/PB, foi a segunda peça a ser apresentada. Foto de Isabelle Neri.

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“Mororó e a Vaquinha”. Foto de Isabelle Neri.

“Kartas de uma boneka Viajante”, da Cia do Abração/PR foi o terceiro projeto a ser apresentado no 7o PGE. O espetáculo narra o encontro de um desiludido escritor, com uma criança que chora porque perdeu sua boneca. Para alegrá-la, inventa uma história dizendo que a boneca não havia se perdido, que estava apenas viajando. Resolve, então, criar cartas imaginárias escritas pela boneca, endereçadas à menina, contando sobre as aventuras em suas viagens, transformando-se, assim, em um carteiro de bonecas viajantes. Tal inusitada situação teria acontecido com o escritor Franz Kafka, um ano antes de sua morte, segundo relatos de sua companheira Dora Dymant. Tais cartas nunca foram encontradas, mas constituem um dos mistérios mais belos da narrativa do século XX.“Kartas de uma boneka Viajante” é um dos espetáculos mais maduros e esteticamente bem desenvolvidos da Cia do Abração. Partindo de uma história absolutamente instigante e com inúmeras possibilidades de desenvolver um rico processo criativo, a dramaturgia de criação coletiva sob a supervisão de Letícia Guimarães, apresenta ainda alguns execessos que certamente serão maturados, apropriados, e que passarão por diversos processos de reordenação e cortes. Assim é o trabalho de Letícia à frente da direção da Cia e do espetáculo. Com um tempo próprio, respeitando muito mais o valor de um processo de crescimento lento e contínuo, do que um resultado rápido, superficial e fechado em conceitos mais conhecidos de um grande público. A cenografia de Blas Torres e Élio Chaves é uma das mais belas e delicadas de todos os seus trabalhos. Distribuída harmonicamente e com grande dose de teatralidade, temos um livro gigante, um relógio vivo (tempo), escadas que se transformam em torres, imagens em sombras com uma ótima diversidade. A iluminação de Blas Torres e Edgard Assumpção continua a ser um dos calcanhares de aquiles, que oscila bastante em suas criações e execuções no que diz respeito a concepção, paleta de cores, volume frontal e de contra-luz, escolha de focos, refletores e estética. Os figurinos e adereços de Guga Cidral acompanham muito bem a delicadeza e sobriedade da peça. A sonoplastia, composição e direção musical de Karla Izidro vem insistindo em composição por demais infantis e executadas em tons geralmente monocórdios. Kartas, pela subjetividade de seu tema, merecia um material sonoro de grande peso e sofisticação de arranjos mais densos e fortes. Da maneira em que ele se apresenta, ele contribuiu muito em diluir e infantilizar a tessitura da peça. No elenco Blas Torres tem uma atuação mais exteriorizada e que é bem sustentada por ele, Juliana Cordeiro  e Kamila Ferrazzi se saem bem também, apesar de serem um pouco prejudicadas pelo sistema de som e microfones, uma com um tom mais grave e outra com um tom mais doce e delicado, acompanhando as suas características pessoais.

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“Kartas de uma boneka Viajante” da Cia do Abração/PR, foi a terceira peça a ser apresentada. Foto de Isabelle Neri.

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“Kartas de uma boneka Viajante”. Foto de Isabelle Neri.

“Curupira” da Cia Boto Vermelho/RJ foi o quarto espetáculo a ser apresentado no 7o PGE. “Curupira”, é escrito por Roger Mello, um dos mais talentosos e premiados autores e ilustradores de sua geração, e situa o seu enredo em uma mata fechada, do interior de Minas Gerais, numa noite de lua cheia, no momento em que dois irmãos estão na companhia de estranhos personagens da região: o Velho da Mata, a Velha da Embolada, a Mariposinha e de gritos e assovios, que prenunciam a presença de um curupira pelas redondezas. Diz a lenda que Curupira faz caçador se perder na mata em dia de sexta-feira!!! Um assobio aqui, outro mais adiante e quando se vê… não tem mais jeito. Não tem mais volta. É assim o Curupira: protetor de um lado, assustador do outro. Meio bicho, meio gente, meio assombração – se é que pode haver três meios. O espetáculo, indicado há 12 prêmios nacionais, leva a assinatura na encenação, direção de arte, direção de movimento, arquitetura de luz, cenografia e pesquisa musical do diretor teuto-brasileiro Ricardo Schöpke, e contou em seu elenco com o ator Ricardo Schöpke, João Garrel e a atriz e cantora de ópera ítalo-brasileira Chiara Santoro, que é também responsável pela direção musical e canto de toda a obra. Faz parte também do projeto o excelente percussionista e músico Carlos Poubel. Os figurinos são do premiadíssimo Mauro Leite e a confecção dos títeres e sombras de Alzira de Andrade e Rita Spier.

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“Curupira” da Cia Boto-Vermelho/RJ, foi a quarta peça a ser apresentada. Foto de Isabelle Neri.

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“Curupira”. Foto de Isabelle Neri.

“Perez/Gil, Piratas” da Cia Buenos Aires– Argentina. “Perez/Gil, Piratas” é a história de um pirata (Gil) e seu papagaio cético (Perez). Gil quer voltar para o mar e ao seu antigo ofício, mas a vida moderna o tem impedido. Não que não haja mais piratas, mas eles adquiriram novas características, as quais Gil rejeita com fervor. Detestaria se tornar um pirata cibernético, muito menos um Pirata de Asfalto. “Perez/Gil, Piratas” conta os avatares e dificuldades que o pirata e seu papagaio devem percorrer para transformar seu pequeno bote, o único que conservaram, em um poderoso navio pirata. Gil, o pirata, e Perez, seu papagaio, navegam pelo mar do afeto e da amizade. A Cia Buenos Aires apresentou um trabalho com um certo ar de comicidade e de cumplicidade entre um pirata – Gil -, vivido de uma forma pouco displicente por Carlos de Urquiza, e tendo melhor aproveitamento do ator Claudio Provenzano como o Loro Perez. A Cia mostrou também muitos desmazelos com a qualidade técnica e artística do espetáculo, apresentado em um dos maiores edifícios teatrais do Brasil, onde pouco mais de dez refletores eram utilizados para se fazer uma iluminação absolutamente ininteligível – com um contraluz bisonho de 3 refletores com gelatinas vermelhas sem nenhuma função – e com pisca-piscas sem nenhuma utilidade; e onde todos os elementos estavam abaixo da qualidade mínima encontrando em qualquer peça mediana apresentada no Brasil. O ponto mais equilibrado e com consistência esteve presente apenas na dinâmica dramaturgia de Inés Falconi, que mostrou certa inventividade.

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“Perez/Gil, Piratas” da Cia Buenos Aires/Argentina, foi a quinta peça a ser apresentada. Foto de Isabelle Neri.

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“Perez/Gil, Piratas”. Foto de Isabelle Neri.

“Una Manãnita Partí” da Cia. Teatro Ocasion– Santiago/Chile. Ana decide viajar e para conseguir isso, é auxiliada por Gaspar e acompanhada por Oliver. Em sua jornada, vai descobrindo o que vive na natureza; sol, flores, borboletas e vários lugares. Vemos Ana ordenhar uma vaca no campo, voando com um grande pássaro no deserto. Tecidos, baldes, funis e cordas, apoiam esta viagem e magicamente ganham vida. Música, sons e canções ao vivo – guitarra, clarinete, instrumentos de percussão e efeitos – são o texto da peça. O espetáculo de encerramento, da Cia chilena Teatro Ocasion, com engenhosa e artesanal direção de César Espinoza Araya (Teatro Ocasion), Ana Gallego e Ángel Sánchez (Teloncillo Teatro), fechou um dos melhores PGE dos últimos anos. Com grande encantamento e excelências teatrais em uma montagem delicada, precisa, imagética e muito sensível, voltada para crianças pequenas. A partir de ações simples, a Cia cria com músicas ao vivo, um leque variado de construção e transformações variadas de objetos, onde a singeleza e a poesia dialogam. A encenação encontra um grande equilíbrio, e harmonia, entre a boa atuação dos atores e músicos, liderados pela carismática, delicada e afinada María Fernanda Carrasco Blancaire, junto com Álvaro Sáez Ramírez e César Espinoza Araya. Os figurinos de Daniel Bagnara Mena e cenário de Joel Viera López e Belén Abarza Castillo acompanham a proposta bem definida e clara, em uma composição simples e com ótima dose de teatralidade. Um fechamento de impacto e que nos encheu à alma de leveza e lirismo.

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“Una Manãnita Partí” da Cia Teatro Ocasion/Chile, foi a sexta peça a ser apresentada. Foto de Isabelle Neri.

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“Una Manãnita Partí”. Foto de Isabelle Neri.

Foram realizadas também discussões entre as companhias participantes, com foco no fazer teatral dirigido à criança. Este encontro aconteceu na segunda-feira, um dia após o término de apresentação das peças, na Sala Raul Cruz, da Cia. do Abração. Ele teve a mediação e participação dos seguintes convidados e palestrantes: Maria Inés Falconi – escritora e dramaturga argentina. Coordenadora de oficinas de Expressão Teatral para crianças e jovens da escola de Teatro da Universidade Popular de Belgrano. Dirige o projeto de autogestão e montagem do Teatro-Taller La Mancha para jovens. Tem participado como palestrante em seminários sobre dramaturgia Infantil na Universidade Popular de Belgrano, na Universidade Central de Caracas, na Universidade de Maracaibo – Venezuela, na República de El Salvador dentre outros. É representante da ASSITEJ INTERNACIONAL – Associação Internacional de Teatro para Infância e Juventude, Ricardo Schöpke  que atuou como crítico de teatro infantil e juvenil no Jornal do Brasil, enviado especial na cobertura dos mais importantes festivais de teatro do país, como o Festival de Curitiba, MITA, FITO, MITI, Festival Internacional de Teatro de São Paulo, entre outros. Atualmente é crítico especializado do e curador de festivais de teatro, Gabriel Guimard  ator, palhaço, diretor da companhia de teatro Megamini da Cooperativa Paulista de Teatro e pesquisador das artes para infância. Trabalhou durante 5 anos na cia. francesa Philippe Genty. É fundador da Rede Cultura Infância e um dos fundadores do Centro de Referência do Teatro para Infância, do Fórum Permanente de Culturas Populares e do Fórum Paulista Cultura da Criança. É idealizador do Portal Cultura Infância -, Dib Carneiro – um dos mais ativos críticos de teatro infanto-juvenil do País, função que exerce desde o início dos anos 1990. Atualmente, mantém uma coluna semanal virtual de críticas de teatro infantil no site da revista Crescer, da editora Globo. Como dramaturgo, ganhou o Prêmio Shell de melhor autor em 2008, por Salmo 91. Também é autor das seguintes peças encenadas: Adivinhe Quem Vem para Rezar, Depois Daquela Viagem, Crônica da Casa Assassinada, Um Réquiem para Antonio e Pulsões. É autor dos livros A Hortelã e a Folha de Uva, de crônicas afetivo-gastronômicas sobre sua ascendência libanesa, e de Pecinha É a Vovozinha e Já Somos Grandes, ambos com críticas e reflexões sobre a produção de teatro infantil em São Paulo. Lançou, em outubro de 2014, seu primeiro livro de poemas, Dia de Ganhar Presente, pela editora Íthala e Bebê de Soares – uma das fundadoras do Armazém de Teatro, atriz, coreógrafa, bailarina e arquiteta, além de assinar a direção de arte de inúmeros balés e peças de teatro, entre eles “Papais e Ovos” de Heleen Verburg, e “O Pequeno”, de Suzanne van Lohuizen. Trabalhou como atriz em Colônia, na Alemanha, onde participa de várias produções sob a direção de Arno Kleinofen, entre elas “Das Besondere Leben des Hilletje Jans”, de Ad de Bont, e “Leonce e Lena”, de G. Büchner. Entre suas participações premiadas está “Der Junge im Bus”, de Suzanne von Lohuizen, que ganhou o Prêmio de melhor peça do ano, categoria teatro infanto-juvenil, na cidade de Colônia. Outro espetáculo que merece destaque é “Kinderjahre”(Anos de criança), de Roel Adams, que conquistou prêmio de melhor encenação do mês do Estado de NRW. É fundadora e diretora artística do Canal Curumim, da Amazonas Network, com sede no Chile, que atua em diversos países, principalmente na Alemanha e no Brasil e a partir de 2011.

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Mesa de discussão com as Cias participantes do 7o PGE. Foto de Isabelle Neri.

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Bebê de Soares, Ricardo Schöpke e Maria Inés Falconi sendo agraciados com o Prêmio História de um Barquinho.

Com tantos nomes de grande expressão nacional e internacional a programação completa e todas as discussões foram do mais alto nível de qualidade técnica e artística, onde todos os presentes têm grande importância para o desenvolvimento do melhor teatro para a infância e juventude do planeta. Fazendo desta 7a edição do Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades (7o PGE), a melhor de todos os tempos.

 

 


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