A Menina que roubava Lixo

Peça de teatro apresenta todos os requisitos que não devemos realizar no teatro para a infância e juventude

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16 de outubro de 2015

Lixo

Sucessão de equívocos no teatro para a infância e juventude

A peça “A Menina que roubava Lixo” de Lauro de Freitas/BA, é uma daquelas peças que vão a um festival para seguirem de exemplo de como não se fazer nada parecido no teatro para a infância e juventude. Tudo nela é um grande equívoco. Desde a escolha do tema didático, e explicativo: uma boneca chamada Luna é encontrada no lixo, por um catador, e é reaproveitada. Ganha vida e não entende o porquê de tanto lixo nas ruas da cidade. A direção da peça realizada por Renato Lima e Tobé Velloso é desastrosa e inexistente, tanto pela falta de atores com um pingo de verdade que seja, como pelo desastre de se usar três cadeiras de escritório para substituir, muito mal, um banco de praça. Tudo isso aliado a um excesso de brilhos e carnavalização dos figurinos, e uma luz em arco íris. Todo o conjunto é desastroso e o ponto alto da peça é o desentrosamento dos atores, com as suas personagens em cena. Chegando ao cúmulo da “atriz” que interpreta a árvore mãe, chamar o seu colega de cena ?! (um homem muito mal vestido de Bruxa, em uma composição canhestra), de um Bruxo mau, e em seguida corrigir o seu erro grosseiro, sem a menor convicção e fé na personagem da/o Bruxo/a (?). Ou seja, se nem os componentes da peça acreditam que péssimos atores possam fazer um trabalho de bruxa, sendo do sexo masculino, quem dirá nós na plateia! Em o que iremos acreditar?? “A Menina que roubava Lixo” é um grande show de equívocos, e não deveria apresentar esse rascunho para ninguém. Este, sem dúvida, foi o ponto mais baixo e lastimável para o Teatro e para o 8o FENATIFS.


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