A Pequena Morte

Perversões sexuais tratadas como um comercial de margarina

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03 de janeiro de 2016

Em sua estréia na direção, o ator e também roteirista Josh Lawson, preferiu não arriscar um milímetro sequer nesta comédia provocativa onde o sexo é tratado de maneira superficial.

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“A Pequena Morte” (The Little Death) – tradução para a expressão francesa “la petite mort” que significa orgasmo – apresenta cinco casais, moradores da mesma vizinhança de um subúrbio australiano, convivendo com estranhos fetiches sexuais como sonofilia (prazer sexual em ver o outro dormindo), dacrifilia (interesse sexual em ver o parceiro chorando), estupros consentidos e encenações sexuais. As histórias se conectam de raspão, ou seja, os personagens se esbarram rapidamente, mas as tramas individuais não sofrem interferências pelas dos outros.

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Para Lawson o sexo pode ser engraçado, mas ainda é um tabu. Apesar de passar a mensagem que os problemas sexuais são mais comuns do que possa parecer, o diretor cria um universo asséptico, de formato convencional, onde os personagens parecem ter saído de um comercial de margarina, evitando se aprofundar nos casos apresentados.

O filme tem momentos divertidos (especialmente o último episódio que atinge seu objetivo pleno), mas o excesso de sacarina e a falta de ousadia comprometem o resultado final.

 

A Pequena Morte (The Little Death)

Austrália, 2014. 96 min.

Direção: Josh Lawson

Com: Josh Lawson, Damon Herriman, Bojana Novakovic, T. J. Power, Patrick Bammal, Erin James.


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