“Adorei interpretar o Todo Poderoso sob a perspectiva de mãe e filho”, diz Octavia Spencer no Rio

No Rio para divulgar “A Cabana”, a atriz conversou com a imprensa na tarde desta segunda-feira, dia 27.

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28 de março de 2017

Na tarde desta segunda-feira, dia 27, a atriz Octavia Spencer se reuniu com a imprensa no Hotel Windsor Atlântica em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, para falar sobre seu novo filme, “A Cabana” (The Shack – 2017).

Com lançamento previsto para o dia 06 de abril nas salas brasileiras, o longa é a adaptação do best-seller homônimo de William P. Young e leva para as telas uma trama sobre a cura pela fé. Não a cura de doenças, mas de sentimentos como culpa, angústia e raiva inerentes a quaisquer indivíduos combalidos por causa de tragédias familiares.

Vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por "Histórias Cruzadas", Octavia Spencer assume o desafio de interpretar Deus em "A Cabana" (Foto: Divulgação).

Vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Histórias Cruzadas”, Octavia Spencer assume o desafio de interpretar Deus em “A Cabana” (Foto: Divulgação).

No filme dirigido por Stuart Hazeldine, Octavia Spencer interpreta Papa, maneira carinhosa pela qual os personagens chamam Deus. “Adorei interpretar o Todo Poderoso sob a perspectiva de mãe e filho”, contou a atriz esbanjando simpatia e simplicidade.

“A maneira como Deus se apresenta ao personagem de Sam (Worthington) é muito orgânica. Ele (Deus) não tenta força-lo a acreditar nem perdoar. Basicamente, Ele oferece diferentes experiências para que o personagem chegue às suas próprias conclusões”, afirmou Spencer, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Histórias Cruzadas” (The Help – 2011) e indicada neste ano, na mesma categoria, por “Estrelas Além do Tempo” (Hidden Figures – 2016).

Mantendo o clima descontraído durante toda a coletiva, Spencer também falou sobre sua motivação para assumir um papel tão importante em “A Cabana”, ressaltando o fato de ter lido o best-seller porque o ganhou de presente e acreditava se tratar de um thriller. “Como atriz, minha motivação foi egoísta porque eu queria fazer parte de algo que oferecesse esperança e cura ao mundo. E, meu Deus, como precisamos disso agora”, enfatizando ter amado a maneira como a fé foi introduzida nesta trama sobre a dor da perda.

Em tempos tão conturbados, Octavia Spencer também destacou que a obra de William P. Young inclui latinos, asiáticos, israelitas e afro-americanos, mas sem mudar a essência do Cristianismo, extremamente forte nesta trama. “Acho que Deus nos fez à Sua imagem”, disse a atriz.

“A violência e o ódio existem desde o início dos tempos, desde Caim e Abel. Se pararmos de olhar para as nossas diferenças e focarmos no que nós realmente queremos, felicidade, o melhor para nossos filhos, fazer as coisas que amamos, teríamos um mundo melhor. O que espero que este filme consiga é que cada pessoa olhe para si própria porque nós só mudaremos o mundo mudando a nós mesmos. E sendo a melhor pessoa que pudermos. Espero que este filme ofereça isso, mas também a cura porque muitas pessoas fazem coisas ruins porque estão feridas. Então, se eles estiverem aptos a se curar, seja qual for a mensagem do filme, já será um grande começo”, afirma a atriz.

E não dava para falar de uma época tão difícil sem citar o presidente norte-americano, Donald Trump. Questionada por um jornalista canadense, radicado no Brasil, sobre o que Deus diria ao homem mais poderoso do mundo, Octavia Spencer foi objetiva: “A minha mensagem para Trump é a mesma que para as outras pessoas: amem uns aos outros. É assim que vivo e é essa a mensagem do filme”.