Apostas almanaquistas para a Première Brasil

Hoje serão anunciados os vencedores do 20° Festival do Rio

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11 de novembro de 2018

Minhas apostas para os laureados na Première Brasil podem ter sido mexidas com a exibição de “Azougue Nazaré” de Tiago Melo, ainda mais para melhor ator, a categoria com mais candidatos fortes este ano.

Não porque seja uma aposta certeira, não… “Azougue Nazaré” é um filme temerário que contrapõe com sátira a caminhar na fronteira entre o humor e o politicamente incorreto todo o conservadorismo dos evangélicos neopentecostais contra o movimento regional do maracatu em Pernambuco, comparado a algo do demônio pelos religiosos no filme… E tudo ainda atravessado por questões de racialidade e classe. Porém uma coisa é certa, o protagonista vivido por Valmir do Côco engole o filme e toma pra si cada tempo narrativo em seu carisma maior do que as controvérsias éticas que o filme possa trazer… O prêmio de melhor ator lhe é quase certo, somente ameaçado por “Tinta Bruta” e, um pouco mais à distância, por “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” e “A Sombra do Pai” (sendo que Julio Machado por “A Sombra do Pai” pode acabar sendo categorizado como ator coadjuvante ao invés de protagonista, e, se o for, isso pode lhe dar alguma vantagem para esta respectiva categoria pela menor disputa). Já melhor atriz ninguém tasca de Camila Morgado por “Domingo”.

“Deslembro” ainda é forte candidato a melhor filme, montagem e fotografia, além de atriz coadjuvante para Eliane Giardini.

“A Sombra do Pai” de Gabriela Amaral Almeida ainda é o meu favorito a melhor filme, direção e roteiro, além de possibilidade ator para Júlio Machado e e passível disputar melhor atriz coadjuvante para Luciana Paes.

“Tinta Bruta” também corre por fora, disputando por roteiro e melhor ator, sem falar que é favorito para ator coadjuvante e outro forte candidato para ator.

“Domingo” de Clara Linhart e Felippe Barbosa é franco favorito para melhor atriz para Camila Morgado, além de correr por fora para fotografia pelo jogo entre câmera na mão e tripé, seja nas cenas internas ou externas respectivamente, para refletir a instabilidade familiar crescente.

E, por fim, “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” também é forte candidato melhor direção, bem como montagem, além de ator principal.