Prévia de uma aposta de prêmios na Première Brasil

A Première Brasil este ano está arrasando, porém tem alguns destaques

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12 de outubro de 2017

Com a exibição de “O Animal Cordial” de Gabriela Amaral Almeida, a competição ficou ainda mais acirrada para a Première Brasil que está tendo uma de suas melhores seleções na história do Festival do Rio. Vejamos alguns indicadores:

1°) Luciana Paes está soberba, mas vai enfrentar a mais difícil categoria da Mostra Competitiva, numa luta de igual para igual com Isabél Zuaa por “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra,  e Grace Passô por “Praça Paris” de Lúcia Murat (apesar de amar as 3 incondicionalmente nos respectivos papéis, aposto minhas fichas na vitória de Grace, mas pode ir para qualquer uma das 3 merecidamente). Por fora vem também a interpretação de Maeve Jinkings em “Açúcar” de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira.

2°) ninguém tasca o prêmio de ator coadjuvante de Irandhir Santos em “O Animal Cordial”. Ele fez uma construção gigante que de coadjuvante e com menos tempo em tela ainda assim consegue rivalizar com os protagonistas em porte e quantidade de camadas. Apesar de também

3°) Camila Morgado pode tentar fortemente disputar pelo prêmio de atriz coadjuvante, se e somente se Marjorie Estiano for considerada na categoria de protagonista, mas ainda acho que este prêmio é certo até agora na Competição para Dandara de Morais por “Açúcar” ou de Magali Biff também por “Açúcar”.

4°) Enfim, ainda acho que o Festival dará melhor filme para “As Boas Maneiras”, porém creio que melhor direção irá para Gabriela Amaral Almeida por “O Animal Cordial”, que também tem de longe a melhor trilha sonora (melhor até do que a de “Blade Runner 2049”)

Melhor fotografia pode ir para Açúcar ou As Boas Maneiras

Melhor direção de arte deve ir para As Boas Maneiras

Sobre a categoria de melhor ator: Eu não desgosto do Murilo Benício no “O Animal Cordial”, e acho que será a grande chance dele ganhar a estatueta. Acho que rendeu além da média graças ao preparo de elenco e direção. Mas acho que ele se beneficia muito de um efeito à la Keanu Reeves em “John Wick”, ou seja, ele está no lugar certo, hora certa, jeito certo para tudo ao redor dele o fazer brilhar.

Vou dizer que prefiro particularmente falando, mesmo sendo o filme que até agora menos gostei da Première Brasil, da construção de Daniel Oliveira em Aos Teus Olhos. O filme para mim não funciona no que se propõe, apesar da roupagem eficiente de suspense, mas Daniel excede a média do resto.

Vale ressaltar que não estou falando em deméritos sobre Aos Teus Olhos. Acho sim que este é um dos melhores anos competitivos na história da Première no Festival do Rio. Então mesmo o nível mais baixo nesta edição está alto e merece estar na competição sim, com credibilidade.