As Divinas Mãos de Adam

Premiado drama do dramaturgo e escritor Roberto Muniz Dias, está de volta ao Rio, em curta temporada

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13 de abril de 2018

Foto dos três no palcoA premiada peça As Divinas Mãos de Adam, do escritor e dramaturgo Roberto Muniz Dias, volta ao Rio de Janeiro e leva o público a questionar pensamentos e crenças com temas sensíveis, como desejo na velhice, solidão  preconceitos e verdades absolutas. Dirigida por Emer Lavinni e realizado pela Cia Popular Versátil, o drama que é dividido em dois atos, narra a história de Adam (Héctor Medina) um jovem imigrante, que passa dificuldades em um país distante e Stephen (Mario Cardona), um paraplégico que ainda acredita em alguma humanidade com a possibilidade de sentir prazer. E Rita (Ana Carolina Rainha), frustrada e rancorosa, responsabiliza o irmão, Stephen, pela sua falta de conquistas. Unidos por sentimentos de raiva, tristeza, incapacidade e desejos reprimidos, eles entram em confronto por algum fato que pode ter acontecido. Mas o que será que realmente aconteceu?

O drama é dividido em dois atos. No primeiro temos Adam – um jovem imigrante, morando num país distante de sua terra natal. Saiu de casa para novas oportunidades numa cidade grande. Sem emprego, morando num albergue, sem o apoio da família, nem amigos. A beira do desespero, tentando se manter numa cidade prestes a engoli-lo vivo, procura por emprego nos classificados do jornal impresso de maior circulação. Aceitou uma oportunidade de emprego um tanto quanto estranha. A caminho da provável entrevista de emprego, Adam repensa arrisca-se nesta inusitada forma de ganhar dinheiro.

Nos classificados lia-se: “Paga-se bem para desempenhar serviços sexuais [masturbação] a um homem cego e que não tem controle completo das mãos. Ambos os sexos”. Este homem do anúncio é Stephen, paraplégico, sem os devidos movimentos das pernas e das mãos. Mas que ainda acreditava em alguma masculinidade e humanidade, expressas pela possibilidade de ainda sentir prazer. Medo, confusão, tensão e empatia, neste primeiro ato, dão lugar a uma inusitada amizade. No segundo ato, temos a presença de Rita, que cuida do irmão e aparece, de repente, no quarto, deparando-se com uma cena inesperada. Então, começa a fazer suposições que afetam as individualidades dos dois homens, confrontados pela mentira, o onírico e o divino. Mas o que de fato aconteceu? Que transformações se operaram naquelas três pessoas tão diferentes? No final, somos defrontados com nossos próprios desejos, pensamentos e crenças.

Para o autor: romancista, dramaturgo e mestre em Literatura pela UNB, transpor para o palco questões  presentes na sociedade moderna como afetividade, respeito à diversidade, bem como assuntos relacionados às pessoas com deficiência física são temas importantes para trazer à comunidade a conscientização sobre diferentes formas de afetividade e inclusão social. A peça gira em torno de áreas como Psicologia e Sociologia pela abordagem de temas sensíveis como homoafetividade, deficiência física, homofobia e sexualidades.

 

Ficha Técnica

Elenco: Ana Carolina Rainha, Héctor Medina e Mario Cardona

Texto: Roberto Muniz Dias

Direção Artística: Emer Lavinni

Iluminação: Anauã Vilhena

Cenário e Figurino: Nina Nabuco

Trilha Sonora Original: Lucas Simonetti

Fotografia: Helton Santos

Fonoaudióloga: Leila Mendes

Assessoria Imprensa: Dulce Siqueira /Komulinka Comunicação.

Realização: Cia Popular Versátil

 

Serviço

Espetáculo:   As Divinas Mãos de Adam

Temporada: Dias 02 -09 -16 e 23 de abril de 2018

Horário: Segundas-feiras, às 20h.

Local: Teatro Casa Rio

Endereço: R. São João Batista, 105 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ,

Ingressos: R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia) e R$ 10,00 (amiga)

Informações: 2148-6999

Capacidade: 35 lugares

Gênero: Drama

Duração: 60 min.

Classificação etária: 14 anos