As Máscaras estão caindo: Paredão Histórico

Daniel tem provável índice de rejeição recorde no Big Brother Brasil, gerando efeito de Final de Copa do Mundo em meio à quarentena com que o Brasil está enfrentando a pandemia mundial

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24 de março de 2020

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As máscaras estão caindo….e não é trocadilho com a postura do presidente em época de coronavírus. De fato, muitas máscaras estão caindo! Impressionante que o #BBB esteja nos servindo de final de Copa do Mundo

Em grande parte o BBB é o perfeito exemplo metalinguístico do que estamos vivendo hoje. Um pequeno microcosmo que representa o macro. Um grupo aleatório de pessoas confinadas numa única casa que personifica as idiossincrasias da nossa sociedade e deste governo. Antropologicamente, há muito o que se analisar no #BBB20 hoje em dia. A estética de confinamento é exatamente o que todos andam sentindo com o coronavírus.

Mas o fato é que alguns representantes cínicos e hipócritas se fazendo de sonsos lá dentro da casa servem como signos do que estamos enfrentando, por exemplo, com a postura das pessoas que estão renegando a seriedade da pandemia mundial e espalhando fake news. É isso o que algumas pessoas do BBB são: gado de fake news. Alvos fáceis para a manipulação em massa, e acham que fazem parte do privilégio de quem manipula quando são apenas os manipulados. A dupla Ivy e Daniel são o perfeito exemplo disso: falsos defensores de uma pseudo moralidade social do que seria certo ou errado… Condenando aqueles que discordam deles como advogados, juízes e carrascos ao mesmo tempo! Que pretensão! E sempre travestidos de cordeirinhos… Fingindo ser inocentes, puros… e como se esse referencial de pureza (dado a eles por seja lá qual for a crença deles) seria capaz de se destacar dos pecadores imperfeitos que eles lançam na fogueira da purificação.

Acho bastante pertinente esta analogia, principalmente depois de alguns movimentos bem torpes no jogo, como o falso do Daniel colocar a Thelminha no Monstro porque “não sentiria afinidade” por ela (falta de afinidade que Pyong já havia chamado na cara dele de PRECONCEITO!)…e agora finge afeto só porque ela é líder e poderia botar ele no paredão sem nem bate e volta. Enquanto Ivy incitou a Mari contra a Thelma depois desta ganhar a prova do líder por mérito próprio, tentando jogar o grupo dos hippies contra Thelma, tentando distorcer a tábula do jogo como se a vencedora devesse se sentir culpada por ganhar ou isso fizesse sua vitória valer menos…Afinal, pela corrente defendida pela Ivy, Mari teria “entregado” a prova para Thelma, fazendo esta de “coitadinha” — alcunha não aceita COM TODA RAZÃO, o que elas usaram para condená-la como se fosse mal agradecida, como se o único lugar que lhe fosse possível fosse o que eles lhe dessem.

Essas pessoas que se fingem “de bem” e inocentes são muito perigosas. É fácil odiar o Daniel, para além de sua imagem pseudo inocente, porque ele é um desastre irritante ambulante. Sua própria existência cospe no prato das regras do jogo. Ele esvazia o propósito do jogo existir: falso e prepotente! Uma ofensa às diferenças de classe dentro e fora da casa, pois este personagem que Daniel adotou (duvido que seja assim mesmo!) cospe na cara do brasileiro que está preso dentro de casa devido ao coronavírus e não podendo trabalhar e ganhar seu próprio sustento de forma digna, enquanto ele perde TODO o dinheiro falso da casa como se não significasse NADA. Ele joga dinheiro fora diariamente — e NUNCA É PUNIDO pelas colegas que são as primeiras a punir terceiros quando bem apraz.

Mas não se enganem e deixem passar tão facilmente a culpa que Ivy ostenta também. Juntamente com Daniel! Se Daniel se coloca neste personagem fake de quem não se responsabiliza por nada, são pessoas como Ivy e Marcela (e Giselly noutras vezes) que instrumentalizam ativamente o poder passivo de destruição de Daniel. São elas que exercem com bastante consciência a opressão do abismo que Daniel abre, mas que ele próprio não poderia colocar em prática sozinho por precisar se manter no personagem imbecilizante. São as mulheres ao seu redor que o sancionam como bom moço e, por comparação, condenam quem não chega perto deste pedestal angelical permissivo que tudo pode e em nada é responsabilizado. Quem deu todo este poder segregador foram elas! E Ivy principalmente. Porque se Marcela ainda se escuda atrás da postura feminista branca privilegiada e cega às outras subjetividades (depois voltaremos à ela, porque o dela está guardado), já Ivy nem sente remorso nem qualquer hesitação em atacar quem quer que seja com o poder que o grupo lhe dá. O poder da maioria de direitos… É Ivy quem escancara o racismo e intolerâncias do grupo. E o que é pior: ainda se faz de inocente e pura como Daniel. Patética. Com certeza será o próximo alvo.