Balanço da sétima noite Competitiva do 50º Festival de Brasília

Destaque para o tom distópico dos filmes

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29 de setembro de 2017

Quem diria…Adirley roubou a noite de…Adirley. Mas não com o filme que todos pensavam, e sim com o curta “Carneiro de Ouro” que ele produziu, e roubou a cena antes da projeção de “Era Uma Vez Brasília”, ainda assim igualmente aclamada como se imaginava.

Apresentação da noite por Camila Guerra e Paulo Miklos na Penúltima noite da Mostra Competitiva no 50° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com os filmes “Chico” dos irmãos Carvalho, “Carneiro de Ouro” de Dácia Ibiapina e “Era uma vez Brasília” de Adirley Queirós.

Nas respectivas apresentações falou-se da difícil situação no Rio com o cerco policial subindo a Rocinha e matando inocentes que estava acontecendo naquele mesmo dia. E falou-se também sobre a importância em se desinvisibilizar filmografias regionais de fora do eixo Rio-São Paulo como de filmes do Piauí, já que o documentário “Carneiro de Ouro” de Dácia, mesmo sendo produção do próprio Distrito Federal, ainda assim é um filme sobre produções do Piauí, esmiuçando o tema através do cineasta local Dedé Rodrigues.

Aliás, a título de curiosidade: se algum morador de Brasília que não trabalhe com o audiovisual, ainda não conhecesse esse patrimônio histórico de Brasília que é Adirley, todos começam a ficar admirados e loucos para assistir todos os seus filmes quando ouvem a história do reconhecimento nacional e internacional de um dos cineastas mais geniais do Brasil atual, e que é patrimônio local 

Ainda assim a sessão de ontem foi uma coqueluche. Ficou até gente sentada no chão do cinema e gente de fora.

O Debate no dia seguinte com os filmes “Chico” dos irmãos Carvalho, “Carneiro de Ouro” de Dácia Ibiapina sobre os filmes do Piauí de Dedé Rodrigues, e “Era uma vez Brasília” de Adirley Queirós, que também coproduziu o “Carneiro de Ouro”, falaram sobre desafios de novas narrativas e recodificação dos cânones e criar novos pontos de partida com o aqui e agora, além de nos reapropriarmos de nossa brasilidade.

Confira algumas palavras sobre recodificação das referências de forma antropofágica para o cinema brasileiro e regional:

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