Balanço do Oitavo Dia de Festival do Rio 2017

Destaque para filmes africanos "A Aliança" e "Eu Não Uma Feiticeira"

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14 de outubro de 2017

Que filmes surpreendentemente deliciosos!
Se perderam hoje ainda repetem no sábado no São Luiz por volta de 19h.

“Vaca Profana” de René Guerra, com atuações soberbas de Maeve Jinkings e Roberta Gretchen, é o melhor curta que assisti em todo o Festival!
E contém ao menos duas sequências antológicas!

“Alguma Coisa Assim” de Esmir Filho e Mariana Bastos é o longa surpresa que o cinema comercial autoral brasileiro deveria sempre almejar ser. Consegue ser um belo e divertido romance pró Queer e pró conscientização do direito de escolha sobre o aborto.

A sessão teve debate com equipe e elenco do filme (destaque para a cada vez mais maravilhosa Caroline), cuja cobertura filmada estará em breve no Almanaque Virtual. Mediação por Luisa Clasen (Lully de Verdade).

O destaque do dia ficou para os filmes africanos “A Aliança” e “Eu Não Uma Feiticeira” com Salas lotadas e aplausos intermináveis:

“Eu Não Sou Uma Feiticeira” de Rungano Nyoni, coprodução entre Zâmbia, Reino Unido e França, sobre uma menina de 9 anos acusada de bruxaria e obrigada a viver em acampamento itinerante de feiticeiras.

“A Aliança” de Rahmatou Keita, produção do Níger que fala sobre ritos de casamento e classe.

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No fim da noite, na sessão Midnight Movies, a piada em forma de paródia “As Misândricas” arrancou gargalhadas.