Bill Pullman fala sobre Independence Day: O Ressurgimento

20 anos depois o ator retorna a SP onde esteve para promover o filme original

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23 de junho de 2016

billpullman_independencedayVinte anos se passaram desde Independence Day. Nesse tempo, o mundo mudou, os efeitos especiais avançaram, o cinema ficou diferente e o ator Bill Pullman veio ao Brasil algumas vezes desde que veio divulgar o filme original.

De volta a São Paulo, cidade onde esteve em 1996, Bill Pullman (“Estrada Perdida”, “Enquanto Você Dormia” e “American Ultra”) recebeu a imprensa para promover Independence Day: O Ressurgimento, que estreia com 965 cópias em todo o país e tem uma exibição com a presença do ator na maior pré estreia ao ar livre (uma sessão dupla organizada com as duas produções na Arena Allianz, estádio do Palmeiras, em parceria com a Fox Film e o grupo exibidor Cinepólis).

Bill Pullman e o filho 002Carismático e acompanhado do filho, Bill Pullman respondeu a diversas perguntas e falou sobre os dois filmes. “Na época do primeiro, todos os críticos falaram que este filme era muito engraçadinho, que ninguém o levaria a sério, porque as pessoas querem coisas mais complexas. No fim, as pessoas provaram que podiam se divertir com o fim do mundo.”

Sobre estar repetindo um papel pela primeira vez, o presidente Whitmore, que junto com Steven Hiller (Will Smith), salva o mundo, ele diz: “Todos pensavam nele como um líder e como um guerreiro, e agora vemos como os eventos o marcaram. Dessa vez, Whitmore, em sua loucura, vê o mundo mais claramente do que todos ao seu redor”. A continuação do original traz velhos e novos personagens, “Tinha medo de algo que acho importante no primeiro filme – que é a conexão entre os personagens – se perdesse nesse longa, mas isso não aconteceu. No primeiro, Roland Emmerich tinha construído personagens ricos e complexos. Ele novamente soube encaixar isso”.

O Ator falou que sempre acha que uma das cenas que mais gostou acaba cortada do filme e ficando de fora. É uma sensação dolorosa. Revelou que durante a premiére de Independence Day: O Ressurgimento descobriu que a atriz Sela Ward também sente o mesmo. Bill Pullman contou que sentia falta de uma cena maior quando ele conversa com a filha (Maika Monroe) no novo filme, mas que a sensação é que o diretor soube exatamente o que usar.  ““Num filme assim, a história é mais importante, os personagens vêm depois”, falou, “Mas Maika é uma pessoa tão calorosa que no fim eu acho que tive sorte por ter um ótimo elenco”.

bill pullman coletivaSobre as diferenças tecnológicas entre esses 20 anos, onde Independence Day foi praticamente a última grande produção de ficção científica a usar cenários e contou com efeitos computadorizados em torno de 20% do filme. “É uma experiência intimista. Você acorda no Novo México e vai até o maior galpão de filmagem, onde tudo está repleto de fundo azul. Você interage com os atores, sem um cenário especificamente, é como se sentir no teatro. Nessa sequência, 90% dos cenários foi construído por computador”.

independence_day_resurgence 000O ator encerrou fazendo uma média com o Brasil. ”Independence Day foi um filme especial por possuir um senso de amor à humanidade. Mesmo diante de tragédias é possível encontrar momentos de alegria e podemos fazer parte de algo maior, que é a humanidade. É isso que amo no Brasil, o mundo todo está representado aqui”, disse.