Caçadores de emoção: além do limite

Ericson Core volta à direção com remake do sucesso dos anos 90

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29 de janeiro de 2016

A produção de Ericson Core como diretor é reduzida e esporádica. Mais voltado para a fotografia, ele dirigiu “Invencível”, seu primeiro filme para os cinemas, em 2006. Em 2008 assinou uma produção para a TV aberta e, desde então, parecia ter dado como encerrada a iniciativa. Após sete anos de hiato, durante o qual retomou a sua atividade principal, Core assumiu a direção do remake de “Caçadores de emoção”, competente filme de ação coestrelado por Patrick Swayze (1952-2009) e Keanu Reeves em 1991.

Caçadores de Emoção: Além do Limite

Caçadores de Emoção: Além do Limite

Na trama, Utah (Luke Bracey), um agente novato do FBI, infiltra-se na gangue liderada por Bodhi (Edgar Ramirez), que comete uma série de crimes sob o pretexto de retribuir ao planeta todo o bem que ele causa à raça humana e entrar em harmonia com o mundo. Ao mesmo tempo, o bando busca, através da prática dos esportes mais radicais, concluir os oito desafios propostos por Ono Osaki e, assim, atingir o nirvana.

Caçadores de Emoção: Além do Limite

Caçadores de Emoção: Além do Limite

Como era de se esperar, o filme lembra os comerciais de uma famosa marca de cigarros dos anos 1980: paisagens belíssimas ao redor do globo servem de cenário para sequências de ação frenéticas, filmadas em ousados ângulos de câmera e alternando closes e vistosos planos abertos. O grande problema é que essas cenas estonteantes, filmadas com competência incontestável, são ligadas por outras, em que um fiapo de história, pouco inspirada e mal construída, tenta transmitir ao público a noção de que existe alguma dramaticidade na narrativa. A amizade dos antagonistas não convence (mérito que o filme original tinha de sobra) e as razões supostamente nobres que movem o grupo não passam de uma bobagem sobre enriquecimento espiritual e a insignificância do ser humano perante o mundo. Mais um ponto para o longa de 1991, que, sem invencionices, deixava claro que o grupo praticava seus crimes pelo prazer do perigo e pelo espírito de aventura.

Caçadores de Emoção: Além do Limite

Caçadores de Emoção: Além do Limite

Em meio a tantas manobras radicais executadas à perfeição, não deixa de ser curioso que “Caçadores de emoção: além do limite” tenha sua qualidade severamente comprometida por causa das várias derrapadas do roteiro.


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