Cannes revisita a bíblia do cinema político: ‘Z’

Longa será exibido na seção de clássicos do festival francês que exibe ainda um trabalho inédito de Manoel de Oliveira

por

29 de abril de 2015

Z Costa-Gavras

Ganhador da Palma de Ouro em 1982 com “Missing”, o cineasta franco-grego Costa-Gavras, papa do cinema político dos anos 1960 e 70, vai regressar a Cannes, na 68ª edição do festival francês, para exibir, numa sessão de gala, o Cult absoluto do gênero de ficção-denúncia que ajudou a esculpir: “Z” (1969). Uma cópia estalando de nova do filme estrelado por Jean-Louis Trintignant , Yves Montand, Irene Papas e Jacques Perrin será a atração de honra na seção Cannes Classics de 2015, na qual a Croisette prestará um tributo ao centenário de Orson Welles (1915-1985) com a projeção de “Cidadão Kane” (1941) e de “A dama de Shanghai” (1948). Cannes vai exibir ainda um longa póstumo do mestre português Manoel de Oliveira, morto em abril: “Visita ou Memórias e confissões”, feito em 1982 e nunca lançado com o corte que o cineasta luso esperava. Serão apresentadas ainda cópias restauradas dos aclamados “Rocco e seus irmãos” (1960), de Luchino Visconti, “Ascensor para o cadafalso” (1958), de Louis Malle, e “A história oficial”, de Luis Puenzo. Na seleção Cinéma de La Plage, habitualmente dedicada a reprises, Cannes vai lançar um título zero km: “Rabid dogs”, de Eric hannezo, com Lambert Wilson.