Cidades de Papel

Segundo livro de John Green a ganhar as telonas, "Cidades de Papel" versa sobre amadurecimento, amizade e amor

por

09 de julho de 2015

Depois do estrondoso sucesso mundial de “A Culpa é das Estrelas”, chegou a vez de outro best-seller de John Green ganhar adaptação para o cinema: “Cidades de Papel”. Dirigido por Jake Schreier (“Frank e o Robô”, pouco conhecido aqui no Brasil), o filme se centra no adolescente Quentin Jacobsen (Nat Wolff), apaixonado desde criança por sua enigmática vizinha Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Fã de mistérios, Margo desaparece após uma inesperada noite de aventuras com Quentin e deixa pistas para que ele consiga encontrá-la. Esta empolgante “caça ao tesouro” na companhia dos amigos fará Q perceber que a amizade é a verdadeira pedra preciosa e que o amor não é bem aquilo que pensava.

CidadesDePapel4

Com roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber – mesma dupla responsável por escrever “A Culpa é das Estrelas”, além de “(500) Dias com Ela” e “O Maravilhoso Agora” –, “Paper Towns” (no original) é um road movie rumo ao amadurecimento e às descobertas (e autodescobertas) da vida. Assim como o longa “As Vantagens de Ser Invisível”, discorre sobre sair da sua zona de conforto, se arriscar e experimentar coisas pela primeira vez. Em meio a tudo isso, entretanto, o foco está voltado para o verdadeiro valor da amizade: em ambos os filmes há um trio principal de amigos e outros coadjuvantes que fazem a jornada se tornar mais divertida e emocionante.

CidadesDePapel6

“Cidades de papel e pessoas de papel”, Margo cita a Q antes de desaparecer. Metáfora que a personagem usa para descrever a fragilidade e a inautenticidade do ser humano e de tudo o que o cerca, que levam muitas vezes à superficialidade como forma de autodefesa, de sobrevivência em meio à selva de pedra – ou será de papel? Máscaras e capas de papel bem pintadas que se tornam muitas vezes reais à maioria, gerando a idolatria, como a que Quentin tem por Margo e que vai diminuindo gradativamente no decorrer da trama, até ele perceber que há uma pessoa real por trás daquela extraordinária figura de perfeição.

CidadesDePapel5

“Cidades de Papel” poderia ser apenas uma comédia romântica adolescente como diversas outras que vemos por aí, mas, do mesmo modo que a história anterior de Green que emocionou pessoas de diferentes idades, decidiu ser mais e se aprofundar nos sentimentos e nas trajetórias dos personagens, que geram empatia e envolvem o público.

 

Cidades de Papel (Paper Towns)

EUA – 2015. 109 minutos.

Direção: Jake Schreier

Com: Nat Wolff, Cara Delevingne, Halston Sage, Austin Adams, Justice Smith e Jaz Sanclair.


Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/almanaquevirtual/www/wp-content/themes/almanaque/single.php on line 52