Cine PE 2017: ‘Borrasca’

Dirigido por Francisco Garcia, longa é um dos selecionados da Mostra Competitiva Longas-Metragens da 21a edição do Cine PE.

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05 de julho de 2017

Exibido na noite da última quinta-feira, dia 29, no tradicional Cinema São Luiz, na região central de Recife, “Borrasca” (2017) é uma produção originada de uma ideia realmente interessante, mas que não funciona na tela.

Francisco Edo Mendes e Mário Bortolotto em cena (Foto: Divulgação).

Francisco Edo Mendes e Mário Bortolotto em cena (Foto: Divulgação).

Selecionado para a Mostra Competitiva Longas-Metragens da 21a edição do Cine PE, o filme conta a história de dois amigos que encaram a morte de outro amigo de maneiras distintas. Traído pela esposa com o falecido, Gabriel (Mário Bortolloto) prefere a garrafa de uísque ao velório, enquanto Diego (Francisco Edo Mendes) o critica por tal escolha. E com a garrafa, os dois varam a madrugada de lamentações e questionamentos.

O longa dirigido por Francisco Garcia desce ladeira abaixo por causa de sua condução equivocada e seu roteiro mal desenvolvido, repleto de diálogos primários, assinado por Bortolotto. Não bastasse isso, a cereja deste bolo solado é o elenco. Tanto Bortolotto quanto Mendes oferecem ao espectador atuações caricatas, o que faz com que o filme descambe para o amadorismo, agravado a cada olhar inexpressivo acompanhado de frases supostamente de efeito que enaltecem as “qualidades” do falecido, lembrado pelos personagens como um garanhão irresistível – “mulheres não conseguiam resistir ao Enzo” é uma delas.

“Borrasca” deveria ser um filme sobre a dor da desilusão e da derrota, bem como suas consequências. Contudo, o que encontramos na tela é uma produção sem vigor e completamente artificial, que impede o espectador de se envolver com a trama e sentir alguma empatia pelos personagens.


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