Cine PE 2017: “festival da resistência”, diz a diretora Sandra Bertini

O 21º Cine PE acontece até o dia 03 de julho.

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01 de julho de 2017

Envolto em polêmicas desde o primeiro anúncio da seleção oficial, que ocasionou a retirada de sete curtas da grade por questões ideológicas de seus respectivos realizadores que discordaram veementemente da presença de “Real – O Plano Por Trás da História” (2017) e “O Jardim das Aflições” (2017) dentre os títulos selecionados, o Cine PE tem sido constantemente chamado por sua diretora, Sandra Bertini, de “festival da resistência”.

Sandra Bertini, diretora do Cine PE (Foto: Divulgação / Crédito: Lana Pinho).

Sandra Bertini, diretora do Cine PE (Foto: Divulgação / Crédito: Lana Pinho).

“Resisto eu como diretora, resiste a minha equipe como produtora e resistem os filmes que estão aqui. E resistiram os convidados para estarem aqui”, disse Bertini enquanto mediava a entrevista coletiva realizada no Hotel Transamérica, na região central de Recife, com os diretores que apresentaram seus filmes na sexta-feira, dia 30.

Sandra Bertini também comentou a ausência de jornalistas na cobertura do evento: “A gente sabe que muitos jornalistas não estão aqui porque foram pressionados para não estarem aqui. Boicotaram, vou usar a palavra bem clara, o festival. E não há nenhum problema nisso porque eu aceito o boicote, tranquila e transparente. E digo mais, serão convidados no ano que vem e terão a oportunidade de negar estarem aqui no Cine PE, porque nós temos muitos festivais no Brasil e fora do Brasil, e os jornalistas, como os realizadores, têm a oportunidade livre e democrática de escolher e cobrir festivais que assim lhe interessem, ou que seus veículos pautem para serem cobertos, porque o jornalista está a serviço do público para cobrir. Eu entendo assim, mas respeito àqueles que não quiseram estar aqui”, afirmou a diretora.

O 21º Cine PE acontece até o dia 03 de julho e tem curadoria do ator, diretor e produtor de cinema Bruno Torres, da escritora e professora de cinema Amanda Mansur e do documentarista e professor do curso de Cinema e Audiovisual da UFPB Matheus Andrade.