Coelho Assassinado bem-dotado aterroriza Cannes

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19 de maio de 2015

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Quem acha que em Cannes só existe filme de arte está enganado. O maior festival de cinema do mundo também tem o maior mercado de filmes. Assim sendo, tudo que é gênero e tipo de produção chega ao balneário francês. E a qualidade, aqui, sofre conforme aumenta a quantidade. Ter muitos filmes significa ter também muita bomba, algumas inofensivas, e outras que assassinam seus neurônios lentamente, com requintes de sadismo. Uma dessas bombas, que, dependendo do cinéfilo, faz parte do grupo inofensivo é “Bunny The Killer Thing”, um terrir finlandês (sim, eles também fazem esse estilo de filme) sobre uma criatura humanoide, mas com desejo sexual assassino por xoxotas. A tal criatura consiste em um ator fantasiado de coelho (com aquelas roupas que animadores de poucos recursos vestem) com um pênis de 35cm que grita “pussy” (tipo o “brains” do “A volta dos mortos vivos”) e ataca os orifícios dos outros personagens.

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O filme nem é muito engraçado, mas a bizarrice e a cara de pau dos realizadores faz com que o espectador não saia da sala, motivado pela a curiosidade e pela insanidade do projeto. O diretor Joonas Makkonen, também roteirista do filme e fazendo sua estreia em longas (ele tem 26 curtas, entre eles o que deu origem a esse projeto), parece ser obcecado por pênis, já que o do coelho tarado é mostrado o tempo todo, fora os que são dilacerados, dos outros personagens. Tem até o poderoso e imenso pênis (uns 50cm mole, com trocadilho) de um ator negro, que se chama Mr. Black (sim, o filme é tudo menos politicamente correto). Contando dessa forma, o filme parece ser um festival de gente pelada. Não é. Tem uns peitinhos fortuitos e uma bundinha perdida no meio, mas tudo muito inocente e rápido, para manter a censura branda e poder contar com os adolescentes. “Bunny The Killer Thing” é um splatter humorístico. E, convenhamos, se conseguiu chegar até o disputado mercado de Cannes, tem o seu valor.