‘Como se Tornar um Conquistador’

Marcando a estreia de Ken Marino na direção, longa entra em cartaz no Brasil nesta quinta-feira, dia 03.

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01 de agosto de 2017

Estreia de Ken Marino na direção, “Como se Tornar um Conquistador” (How to Be a Latin Lover – 2017) trabalha satisfatoriamente o estereótipo do imigrante latino, mais precisamente mexicano, nos Estados Unidos. Protagonizado por Eugenio Derbez e Salma Hayek, o longa entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 03.

Eugenio Derbez (Máximo) e Renée Taylor (Peggy) em cena (Foto: Divulgação).

Eugenio Derbez (Máximo) e Renée Taylor (Peggy) em cena (Foto: Divulgação).

A trama começa mostrando o menino Máximo (Noel Carabaza) completamente encantado com uma capa de revista. Na verdade, com a função decorativa exercida por uma mulher sustentada pelo marido milionário. Diante de tal encantamento, o menino decide que é isto o que quer para o futuro: encontrar uma mulher mais velha e rica para bancar seus luxos, algo que consegue 10 anos mais tarde. Casado com Peggy (Renée Taylor), Máximo (Derbez) é mimado ao extremo e não cogita a hipótese de terminar um casamento de 25 anos, pensando somente na iminente viuvez. Mas o susto da separação o leva à realidade: Peggy é a rica da relação, já ele… Sem um tostão no bolso e sem poder contar com a ajuda de amigos, Máximo recorre à irmã viúva, com quem não fala há tempos. Levando uma vida normal, Sara (Hayek) hesita, mas o acolhe em sua casa. E tal decisão muda os rumos de toda a família.

Apostando no humor repleto de clichês latinos e americanos, o longa funciona na maior parte do tempo, perdendo força somente com a repetição excessiva de piadas físicas baseadas em tapas no protagonista e da dupla formada por Rob Huebel (Nick) e Rob Riggle (Scott), que optaram pelo humor calcado em caras e bocas forçadas que não convencem ninguém.

Rob Lowe (Rick) e Eugenio Derbez (Máximo): humor quase pastelão (Foto: Divulgação).

Rob Lowe (Rick) e Eugenio Derbez (Máximo): humor quase pastelão (Foto: Divulgação).

Enquanto Taylor parece reviver a personagem Sylvia Fine de “The Nanny” (Idem – 1993 – 1999), Derbez surge em cena como uma espécie de Zé Bonitinho mexicano numa troca interessante com Hayek, Raphael Alejandro (Hugo) e Rob Lowe (Rick). Galã de outrora, Lowe é o “amigo” de Máximo, igualmente bon-vivant e explorador de idosas milionárias e carentes. Juntos, Lowe e Derbez acertam o tom da comédia quase pastelão que rende bem na tela, explorando o lema “a lei do mais forte”.

Repleto de piadas politicamente incorretas, “Como se Tornar um Conquistador” é mais do que um filme bem-humorado sobre o amante latino. É sobre a urgência do amadurecimento tardio de um homem de 46 anos que vive de ilusões, por meio da valorização da família enquanto alicerce e sua subsequente redenção. É o típico longa-metragem da “Sessão da Tarde”, que agrada pela leveza com a qual é conduzido, mesmo nas situações mais absurdas.

Avaliação Ana Carolina Garcia

Nota 3