De Onde Eu Te Vejo

Comédia Romântica nacional realizada com louvor

por

06 de maio de 2016

Filme de gênero sempre foi algo ligeiramente discriminado pelo cinema nacional, a não ser quando se criava um modismo próprio, de raiz, como as comédias da Atlântida, pornochanchada, ou o cinema marginal de guerrilha, este último não sendo bem gênero, e sim modo de fazer filmes com baixo orçamento e criatividade em desconstruir linguagens. Mas qual é o problema de se fazer cinema para as massas que se encaixe numa categoria de fácil identificação, como a comédia romântica, por exemplo? Neste sentido chega “De Onde Eu Te Vejo” de Luiz Villaça, que tenta seguir a trilha de sucesso de alguns nacionais muito bem sucedidos como “Pequeno Dicionário Amoroso” e “Apenas o Fim”.

maxresdefault
Com dois artistas gigantes em tela, como Denise Fraga e Domingos Montagner, se torna inegável o carisma delicioso do casal escalado para protagonizar um filme despretensioso, porém com público-alvo dirigido o bastante para saber o que almejar com a produção. A história é simples: Um casal se divorcia e o marido se muda para o apartamento do prédio da frente, onde passam a conviver com as curiosidades de se observar a vida pela janela alheia. Há muitas influências, inclusive declaradas, como “Se Meu Apartamento Falasse” e “Janela Indiscreta”, ou até mesmo a situações familiares como as de Truffaut em filmes como “Domicílio Conjugal” e outros com o personagem Antoine Duanel. E uma alta dose de homenagem ao amor literal pela Sétima Arte, como na bela cena num cinema antigo prestes a ser fechado onde seu dono diz a frase que resume o filme: “nada se compara a sair de um cinema de rua, e continuar a escutar a música quando a projeção termina no meio das pessoas e carros como se sua vida continuasse a história que acabou de assistir.”

alx_entretenimento-cinema-filme-de-onde-eu-te-vejo-20160405-03_original

Apesar de às vezes mergulhar em clichês de construção de narrativa, quebra as expectativas mais óbvias no puro carisma do atores e química do casal principal, não havendo certo ou errado, apenas pessoas desajustadas com quem se identificar ora com um ou com o outro, principalmente com participação especialíssima de Marisa Orth, impagável, como melhor amiga do casal. Independente de algumas outras participações estarem ali sobrando, mal desenvolvidas ou mesmo estendidas até demais, podendo ter sido diminuídas a meras pontas, como no caso de Laura Cardoso, ou mesmo limadas por completo, como no caso de Marcello Airoldi.

de-onde-eu-te-vejo-warner-pictures

Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/almanaquevirtual/www/wp-content/themes/almanaque/single.php on line 52