Depois da Chuva

Resposta dos realizadores ao filme "Cantando na Chuva"

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04 de novembro de 2017

Texto escrito pelo cineasta Luiz Rosemberg Filho para o curta “DEPOIS DA CHUVA” em celebração aos 20 Anos Cavídeo:

O diário, a casa, o trabalho mecânico e o não-tempo. E entre tudo uma tentativa de entendimento da solidão. Na fábrica o trabalho e na vida uma profusão de caminhos iguais. Ora, o que é ser mulher do seu tempo? Como estabelecer relação com desejos reprimido? Ser parte de um mundo novo.

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Se o trabalho mata, a religião empobrece nas trajetórias e sonhos. Os círculos negativos vão se multiplicando da vida a política pobre e empobrecida do país. Os asnos falam de ordem e democracia dispostos a separarem a cabeça do corpo controlado pelo trabalho escravo, obrigatório! O mundo industrializado é igual e triste.Vem a chuva e depois dela a liberdade de amar e ser amada seja lá por quem for.

“Depois da Chuva” de Patricia Niedermeier e Cavi Borges é um pequeno ensaio jovem, sobre a busca do prazer e da liberdade de criar encontros e afetos não mais as escondidas. O fim do respeito a submissão da produção sem as vivências do humano. Um curta que sobrevive ao refinamento do horror como ritual do sacrifício de vidas sem encantamentos naturais do desejo, que o mundo do trabalho anula para a manutenção da escravidão.

E como resposta dos realizadores ao filme “Cantando na Chuva” que diz em seus versos: “Estou cantando na chuva/ Apenas cantando na chuva/ Que sentimento maravilhoso/ Estou feliz à toa / Então, está escuro lá em cima? O sol está em meu coração/ E eu estou pronto para amar”..” Depois da Chuva” é um delicado filme da dupla do barulho!