‘Despedida em Grande Estilo’

Dirigido por Zach Braff, longa é uma das estreias desta quinta-feira, dia 06.

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06 de abril de 2017

Uma das estreias desta quinta-feira, dia 06, “Despedida em Grande Estilo” (Going in Style – 2017) reúne um trio de peso para levar para as telas o drama do descaso de um país para com seus idosos, utilizando o humor como ferramenta crítica.

O trio principal em cena (Foto: Divulgação).

O trio principal em cena (Foto: Divulgação).

No longa, Joe (Michael Caine) descobre que pode perder a casa onde vive com a filha e a neta por não conseguir pagar a hipoteca, uma vez que não recebe sua pensão há meses. Testemunha de um assalto ao banco que quer lhe tirar o teto, Joe decide reagir e repetir a ação dos bandidos, contando com a ajuda de dois amigos que também estão sem receber suas pensões, Willie (Morgan Freeman) e Albert (Alan Arkin).

“Despedida em Grande Estilo” tem como grande atrativo a escalação de seu elenco, especialmente do trio protagonista. Michael Caine, Morgan Freeman e Alan Arkin esbanjam química e vigor em cena, agregando ainda mais valor a este remake do filme dirigido por Martin Brest em 1976, com George Burns, Lee Strasberg e Art Carney nos papéis principais. Contudo, há um coadjuvante que merece destaque, Christopher Lloyd, inspiradíssimo como Milton, personagem que melhor condensa os efeitos da senilidade.

Christopher Lloyd rouba as cenas em que aparece (Foto: Divulgação).

Christopher Lloyd rouba as cenas em que aparece (Foto: Divulgação).

Popularmente conhecido como o Dr. John ‘J.D.’ Dorian de “Scrubs” (Idem – 2001 – 2010), Zach Braff assume a direção de forma bastante satisfatória, imprimindo seu humor característico neste que é o seu oitavo longa-metragem na função, tanto produzidos para o cinema quanto para a televisão.

Com um roteiro coeso e ágil, “Despedida em Grande Estilo” brinca o tempo todo com as limitações impostas pela idade de seus protagonistas, bem como com o espírito aventureiro e um tantinho justiceiro que surge em meio à dificuldade financeira. Além disso, pontua a importância das relações familiares, que funcionam como combustível para a sua luta por dignidade na velhice.

Avaliação Ana Carolina Garcia

Nota 4