Devorar

Atuação visceral em meio à rigidez estética

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25 de outubro de 2019

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Que grande atuação a de Haley Bennett por “Devorar” de Carlo Mirabella-Davis, em sua estréia como diretor. O filme é esteticamente muito bem resolvido em sua proposta plástica e, ainda que introduza e compartimente cada seção do filme de forma quase capitular, apresentando as manias obsessivas por devorar coisas em sintonia com as mudanças na vida da protagonista, o fato é que nada consegue ficar no caminho da interpretação de Haley.

A atriz tinha um papel menor que a fez ficar famosa no filme “Letra e Música” anos atrás, mas foi com este longa que protagonizou de fato uma revelação nos cinemas. Tanto que ganhou melhor atriz no Festival Tribeca (onde o filme também saiu com melhor roteiro para o début do diretor). A evolução de personagem dela supera qualquer corte impreciso das passagens capitulares e entrega algo realmente potente, implosivo, com sutilezas e minúcias.

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