‘Diário de um Banana: Caindo na Estrada’

Com elenco renovado, quarto longa da franquia estreia nesta quinta-feira, dia 10.

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08 de agosto de 2017

Adaptação da obra homônima de Jeff Kinney, “Diário de um Banana: Caindo na Estrada” (Diary of a Wimpy Kid: The Long Haul – 2017) chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 10, com elenco renovado. Dirigido por David Bowers, este é o quarto longa-metragem da franquia iniciada em 2010 com “Diário de um Banana” (Diary of a Wimpy Kid – 2010), que pegou carona no livro e repetiu nas salas de exibição o sucesso das livrarias – ao todo, os três filmes anteriores da série arrecadaram aproximadamente US$ 225 milhões em bilheterias mundiais.

Greg (Jason Drucker) e Rowley (Owen Asztalos) são nerds que não dispensam games digitais (Foto: Divulgação).

Greg (Jason Drucker) e Rowley (Owen Asztalos) são nerds que não dispensam games digitais (Foto: Divulgação).

Na trama, Greg (Jason Drucker) sonha em participar de uma convenção de games, mas é impedido pelos pais por causa do aniversário de sua avó. Inconformado, traça um plano de fuga durante a viagem de carro da família até a casa da matriarca em outra cidade. Mas vários imprevistos acontecem e atrapalham os planos dos Heffley.

Repleto de clichês e diálogos primários, “Diário de um Banana: Caindo na Estrada” é um road-movie previsível que utiliza a fórmula certeira (e repetida) de produções infanto-juvenis dos anos 1970 a 1990 para conquistar seu público-alvo. Com isso, podemos encontrar referências pontuais a filmes como “O Pestinha” (Problem Child – 1990) e “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (Willy Wonka & the Chocolate Factory – 1971), por exemplo. Contudo, há muito Holywood entendeu que tais produtos têm de oferecer alguma diversão aos adultos, uma vez que as crianças não vão ao cinema sozinhas. Desta forma, foram inseridos elementos de grandes sucessos como “Os Simpsons” (The Simpsons – desde 1989) e “Mad Max: Estrada da Fúria” (Mad Max: Fury Road – 2015), homenageando também o Mestre do Suspense, Alfred Hitchcock, com “Os Pássaros” (The Birds – 1963) e “Psicose” (Psycho – 1960).

Tais referências dão um pouco de fôlego à trama, mas não o suficiente para sustenta-la durante toda a exibição porque este road-movie infanto-juvenil trabalha com estereótipos a todo instante, exagerando na dose, sobretudo dos personagens coadjuvantes. Desta forma, as piadas são exploradas repetidamente e, por esta razão, deixam de funcionar conforme o previsto pelos roteiristas Bowers, Kinney e Adam Sztykiel.

Susan (Alicia Silverstone) sonha com uma “viagem desconectada, sem celular, sem tablet, sem internet” (Foto: Divulgação).

Susan (Alicia Silverstone) sonha com uma “viagem desconectada, sem celular, sem tablet, sem internet” (Foto: Divulgação).

“Diário de um Banana: Caindo na Estrada” faz uma crítica leve à perda da infância em sua essência, pois cada vez mais as crianças têm trocado brincadeiras inerentes à idade, principalmente ao ar livre, por videogames, tablets e celulares. Isto é mostrado por meio da imposição da mãe de Greg, Susan (Alicia Silverstone), que deseja uma viagem em que a família possa curtir o tempo sem interferências digitais, no que a personagem classifica de “viagem desconectada, sem celular, sem tablet, sem internet”. Mesmo assim, o longa reconhece o papel fundamental da tecnologia na sociedade atual, não apenas como ferramenta de estudo/trabalho, mas de interação social.

No fim das contas, “Diário de um Banana: Caindo na Estrada” é uma produção sobre a necessidade de valorização do mundo real em sua plenitude. Para isso, transmite a mensagem de que existem momentos que merecem um lugarzinho na memória do indivíduo, especialmente ao lado de quem se ama, tanto na infância quanto na vida adulta.

Avaliação Ana Carolina Garcia

Nota 2