Dicas LGBTQ+ no Festival do Rio 2019

Confira lista de filmes com temática queer em várias Mostras

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12 de dezembro de 2019

Agora vamos às dicas de filmes LGBTQ+ no Festival do Rio 2019:

“Retrato de uma jovem em chamas” de Céline Sciamma talvez seja o mais aclamado e premiado da lista, com romance de casal de mulheres num filme de época. Ovacionado ppr onde passa.

“E então Nós Dançamos” de Levan Akin (o filme se passa na Geórgia, mas a produção da Suécia faz com que seja seu representante ao Oscar 2020). Amei a chave narrativa da tensão do batuque da dança com uma câmera do olhar, sempre seguindo os rostos e expressões. E como filmaram bem as danças!

“A Rosa Azul de Novalis” de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro. Incrível em conteúdo e em plasticidade, este filme não é apenas para as pessoas livres de preconceitos, como também para que pessoas preconceituosas possam se desafiar a desconstruir seus preconceitos de gênero e de sexualidade em relação a algo que todo mundo possui em comum e muita gente não gosta nem de lembrar que existe, em negação: o Ânus!

“A Garota da Pulseira” de Stéphane Demoustier. Não posso falar por que este filme se encaixa na temática LGBTQ+ senão pode ser um spoiler, mas digamos que a jovem julgada por um crime que não sabemos se ela cometeu ou não será em muito julgada pela não binariedade de sua vida, e não por evidências e provas de fato.

“Piedade” de Claudio Assis. Apesar da polêmica de ter frustrado as expectativas, o elenco estelar e a interpretação defendida com unhas e dentes por alguns de seus intérpretes em relações LGBTQ merecem a lembrança. Com Irandhir Santos, Matheus Nachtergaele, Cauã Reymond e Fernanda Montenegro.

“Breve História do Planeta Verde” de Santiago Loza — produção de Alemanha, Argentina, Brasil e Espanha foi lançada no Festival Internacional de Cinema de Berlim e venceu o Teddy Award de melhor filme. Sinopse: Um dia, Tania (Romina Escobar) recebe uma ligação dizendo que sua avó morreu. A mulher trans se reúne com os dois melhores amigos, Daniela e Pedro, para viajarem até o local do enterro, quando descobrem que a falecida passou os últimos anos de sua vida na companhia de um amigo inusitado: um pequeno alienígena roxo.

“Lemebel, um artista contra a ditadura chilena” de Joanna Reposi Garibaldi sobre o artista-título que é um dos maiores nomes queer no Chile desde a luta contra a Ditadura de Pinochet.

“The Capote Tapes” de Ebs Burnough (Documentário sobre Truman Capote, escritor mais icônico da América).

“Canção sem Nome” de Melina León. Filme incrível e uma das melhores fotografias do ano! Também não posso dizer por que se adere à temática LGBTQ, pois é uma surpresa. Mas é válido dizer que é inspirado em fatos reais do próprio pai da diretora.

Agora serei ousado em encaixar este filme na temática, mas defendo isso na minha crítica e em como a negação da tensão homoerótica é que leva os dois personagens presos na ilha do farol à loucura: “O Farol” de Robert Eggers com Willem Dafoe e Robert Pattinson.

“Nós Duas” que é dirigido por um xará meu, Filippo, e com a deusa atriz Barbara Sukowa (a atriz-assinatura da Margarethe Von Trotta, que fez Hannah Arendt e Rosa Luxemburgo), sobre duas amigas na terceira idade que escondem do mundo que durante todo o tempo que foram vizinhas, eram amantes!

Novo filme do enfant terrible canadense Xavier Dolan, tão amado quanto odiado, que vem com o elogiado novo “Matthias e Maxime”, nos desencontros do romance que a metalinguagem do cinema pode proporcionar: Uma estudante de cinema precisa filmar um curta-metragem para os estudos. O projeto consiste unicamente em dois homens, sentados num sofá, se beijando em plano único.

“O Verão de Adam” de Rhys Ernst. Mas podem ir de sobreaviso de que este filme gerou polêmica nos Festivais por ter personagem que mente a sua orientação LGBTQI+.

“Madame” de André Da Costa Pinto. História de Camille Cabral, mulher trans nordestina que foi primeira brasileira eleita na França em sua luta pelos direitos humanos.

“XY Chelsea” de Tim Travers. Hoje mulher trans, ex-soldado foi responsável pelo maior vazamento de informações secretas da história dos EUA.

“Aos Nossos Filhos” de Maria de Medeiros, sobre uma ex-combatente da Ditadura militar no Brasil cuja filha casada com outra mulher há 15 anos está grávida de seu primeiro filho.

“Alice Júnior” de Gil Baroni. Excelente comédia coming of age protagonizada pela revelação Anne Celestino Mota no papel título, sobre as desventuras de uma jovem adolescente trans e seu primeiro beijo.