Encerramento do 8o PGE

O crítico Ricardo Schöpke encerra o último dia do 8o PGE com análises críticas dos espetáculos, ao lado da diretora Fatima Ortiz

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27 de maio de 2017

O encerramento do 8o PGE, que ocorreu no último dia do projeto na sede da Cia do Abração, foi um dos mais significativos nestes oito anos de Encontro. Com análises críticas feitas pelo crítico e editor de teatro e de crítica do Almanaque Virtual o carioca Ricardo Schöpke, o projeto alcançou o seu ponto mais alto, como há muito não se via, nesta edição tão especial. A curadoria da Cia do Abração conseguiu alcançar nesta 8o edição uma das escolhas mais homogêneas, em todos os tempos. Pela primeira vez foi possível assistir a um grande equilíbrio entre qualidade técnica e artística; e também nos encontros para o jantar coletivo, que faz parte também de todo o Encontro. Um encontro que mescla o pequeno em termos de tamanho de produção, mais voltada para a artesania; mas com o grande encontro que se estabelece entre todos os participantes, durante todos os dias do evento. As trocas, o intercâmbio entre as culturas diversas de um país continente, e de alguns países de um mesmo continente, que pouco se visitam no território brasileiro, mas sempre comparem nos PGEs. Nenhum festival que eu tenha conhecimento possui este perfil e característica, que além de ser altamente produtivo para as relações artísticas, ampliam também as relações humanas; devido ao fato de que todos os núcleos, de cada equipe de trabalho, ficam hospedadas na cidade, desde o dia de sua apresentação, até o último dia do Encontro.

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Fatima Ortiz e Ricardo Schöpke na Mesa Redonda que ocorreu na sede da Cia do Abração, no último dia do 8o PGE. Foto Isabelle Neri.

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O crítico Ricardo Schöpke fazendo as suas explanações e análises críticas dos espetáculos apresentados no 8o PGE. Foto Isabelle Neri.

Um dos maiores destaques do 8o PGE foram as ótimas encenações dos espetáculos de títeres. Nunca uma edição apresentou tantos trabalhos verdadeiramente comprometidos com o melhor do teatro para as crianças e jovens. Foi importante também acompanhar o amadurecimento de alguns espetáculos da Cia do Abração/ Céu Vermelho, e assistir ao bom teatro de Curitiba e do interior do Paraná. Foi um dia muito produtivo, de seis horas de conversa, divididas em turnos da manhã, de 09h às 12h e da tarde de 14h às 16h30min., e onde foi possível fazer um debate franco e verdadeiro com artistas que mostraram-se comprometidos com os seus ofícios. Este ano marcou uma grande momento do PGE que pode seguir com todos os acertos deste 2017, para as futuras edições, que devem ser estabelecidas, a partir de 2018, para o mês de março, como calendário oficial do evento. O 8o Pequeno Grande Encontro de Teatro Para Crianças de Todas as Idades, foi patrocinado pelo Ministério da Cultura e Fundação Cultural de Curitiba, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, e pelo BANCO DO BRASIL com a parceria do Teatro Guaíra e da ATINJ/PR – Associação de Teatro para Infância e Juventude do Estado do Paraná.

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Os integrantes da Mesa-Redonda posando para a foto final: Chacho López Grenno (Paye Ryru- Paraguai), Marcio Meneghell (Cia Rindo à Toa/RS), Nelson Arce (Paye Ryru), Fatima Ortiz (Pé no Palco/PR), Leticia Guimarães (Cia do Abração/PR), Dico Ferreira (Tato Criação Cênica/PR), Blas Torres (Céu Vermelho/PR), Carolina Maia (Tato Criação Cênica/PR), Olga Romero (Cia Merengue/PR), Ricardo Schöpke (Almanaque Virtual/RJ) e Pedro Ochôa (Cia Circo Teatro sem Lona/PR). Foto Isabelle Neri.

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Na plateia, atores e equipe dos espetáculos apresentados: Andressa Santos, Daniele Pasquini, Pedro Henrique Daniel (Cia Circo Teatro sem Lona/PR). Elisandra Assunção (Cia Rindo à Toa/RS), Izabelle Marques, Rayssa Gualberto, Thaysa Lisbôa, Kamila Ferrazzi, Juliana Cordeiro, Edgard Assumpção (Cia do Abração e Céu Vermelho/PR). Foto Isabelle Neri.