Entrevista com Bani Khoshnoudi de Luciérnagas no 29º Cine Ceará

Cineasta iraniana radicada no México faz coprodução internacional com República Dominicana e Grécia, além do México, onde mora atualmente

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03 de setembro de 2019

Entrevista com Bani Khoshnoudi de Luciérnagas no 29º Cine Ceará. Cineasta iraniana radicada no México faz coprodução internacional com República Dominicana e Grécia, além do México, onde mora atualmente. Confira a crítica do filme aqui*.

Cineasta fala um pouco sobre influências, como outras cineastas iranianas que triunfam a trabalhar mesmo com forte censura imposta em seu país de origem, assim como referências clássicas como Pasolini e Bergman. Em “Luciérnagas” ela trabalha o chiaroscuro, a luz e as sombras, tanto esteticamente na fotografia e direção de arte barrocas, como no roteiro e construção de personagem com certa melancolia (alternando entre o que é revelado à luz e o que permanece não-dito nas sombras) e o silêncio que a diretora reconhece ser uma marca que os iranianos carregam como resultado do regime opressor em que vivem. O silêncio como forma política de resistência. Da mesma forma que a cineasta buscou a temática LGBTQIA+ com a homossexualidade de seu protagonista iraniano refugiado no México para realçar ainda mais o ônus de quem precisa viver fora de sua cultura e terra naturais, de modo a sempre lidar com o estranhamento e o reencontro consigo mesmo.

*Confira a crítica do filme em português e espanhol:

https://vertentesdocinema.com/luciernagas/

e em vídeo:

http://almanaquevirtual.com.br/vozes-da-floresta-e-luciernagas/

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