Entrevista com o cineasta tcheco Petr Vaclav

República Tcheca, de onde saiu o colossal We Are Never Alone

por

15 de fevereiro de 2016

Festivais internacionais de cinema do naipe e da estirpe do de Berlim – cuja 66ª edição segue até o dia 21 de fevereiro – são garimpos com pepitas a serem desenterradas das minas auríferas do audiovisual europeu, de espaços como a República Tcheca, de onde saiu o colossal We Are Never Alone (Nikdy Nejsme Sami). Com direção de Petr Vaclav (premiado em Locarno há 20 anos com Marian), esta produção chegou à capital alemã via seção Fórum da Berlinale, onde vem surpreendendo espectadores com o que está se apelidando aqui de “estética de desterro”. Na trama, temperada de desesperança, um agente penitenciário paranóico, seu vizinho hipocondríaco, um dono de boate cheio de amor para dar e uma stripper em depressão se esbarram nos arredores de uma região floresta no interior do Estado tcheco. Cada colisão gera uma emoção letal, num filme de visual estonteante, que faz uma analogia entre homens e bichos. Na entrevista a seguir ao ALMANAQUE VIRTUAL, Vaclav descreve seu olhar sobre uma Europa em ebulição política.