Estreias da próxima semana | O Último Lutador | 15.1 no Teatro dos Quatro

Ator celebra 60 anos de carreira em espetáculo inédito que usa a Luta Livre, como pano de fundo, para falar da dificuldade em manter uma família unida e estruturada

por

07 de janeiro de 2016

A partir de 15 de janeiro, comemorando 60 anos de carreira, Stênio Garcia estreia o espetáculo inédito, “O Último Lutador”, de Marcos Nauer e Teresa Frota, com direção de Sergio Módena, no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea. A produção é a primeira no Brasil que utiliza o universo da Luta Livre como ferramenta dramatúrgica, mas, na verdade, a peça busca mostrar que por trás de guerreiros, gladiadores modernos, existe um lado humano e familiar. E como nem sempre é fácil viver em família, como as diferenças podem mudar os destinos das pessoas, mas que nunca é tarde para pedir perdão e ser perdoado. A peça se passa em 1992, ano de importantes mudanças políticas no país e marco para a história do vale tudo, com o surgimento do que irá se chamar de MMA.

O Lutador

Na opinião do diretor Sergio Módena, o aspecto mais interessante do espetáculo é utilizar o universo da luta como metáfora das relações humanas, mais precisamente aquelas que dizem respeito à família. “A luta diária peça aceitação, pelo perdão, pela superação dos limites e pelo amor pode ser facilmente identificada por todos que assistirem ao espetáculo. A família, com todas suas contradições, é a grande protagonista nesse ringue que chamamos vida”, conclui Módena.

 Já um dos autores e ator Marcos Nauer conta que foi ao ouvir “Um homem também chora”, de Gonzaguinha, que veio a ideia de escrever O Último Lutador, uma história sobre homens que compreendem o amor através da violência. “Desde a primeira frase escrita ainda na tela em branco do computador foi a voz, as entonações e energia de Stênio Garcia que guiaram minha escrita. É a realização de um sonho contracenar com ele e celebrar com grande alegria seus 60 anos de carreira”, comemora Nauer.

Longe dos palcos há 18 anos (o último espetáculo foi Michelangelo, em 1998, adaptação e direção Wladimir Ponchirolli), Stênio interpreta Caleb, o homem que desafia o destino para reunir seu clã de lutadores. O patriarca tem por sonho e objetivo trazer de volta o neto perdido, Davi ou Titinho (Marcos Nauer), o reaproximar de Tito, seu pai e ex-alcoólatra (Antonio Gonzalez), que, por sua vez, é brigado com o outro filho Daniel (Daniel Villas), ex-lutador sem sucesso que busca recuperar o respeito de sua esposa Débora (Mari Saade), e com o irmão Enosh (Glaucio Gomes), lutador profissional dos anos 60 que faz tudo por dinheiro. Para isso, decide criar um campeonato de Luta Livre e levar a família ao ringue para um combate que vai mudar a vida de todos. À beira da morte, passional e visionário, Caleb é o homem que “faz tudo errado, mas dá tudo certo”, como diz sua companheira Diná (Stela Freitas). Completa ainda o elenco Carol Loback, interpretando Madalena, jornalista e apresentadora da luta, que ajuda Caleb a organizar o campeonato.

Para a autora Teresa Frota alguns homens nascem grandiosos, não importa a classe social. Caleb, lindamente interpretado por Stênio Garcia, é um destes homens. “Pressionado pela bomba relógio que lhe devora o corpo e cobra segundos de vida, tem, como único desejo, atrair seus “guerreiros perdidos” e reunir todos em torno de um ideal. Espero ter realizado a última vontade deste sonhador”, acrescenta.

“A proposta da encenação é fazer com que o espaço cênico nos remeta a um grande galinheiro (cenário das cruéis rinhas de galo), onde os inúmeros embates familiares acontecem continuamente, evidenciando assim a violência e aridez que muitas vezes regem as relações humanas.”, explica o diretor.

Stênio subiu ao palco profissionalmente pela primeira vez em 1956, ainda estudante de teatro, quando foi convidado para fazer o espetáculo ‘O ANJO’, de Agostinho Olavo, com direção de José Maria Monteiro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.  Era o Festival do Distrito Federal, e cada peça se apresentava por uma semana. No elenco estavam Elza Gomes, Tereza Rachel, Luiza Barreto Leite, entre outros. Em televisão, só na TV Globo, são 43 anos de casa.

 

SERVIÇO

Estreia: 15 de janeiro (sexta-feira)

Temporada: de 15 de janeiro a 07 de março

Local: Teatro dos Quatro

Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso Shopping da Gávea – Gávea

Telefone: (21) 2239-1095

Horário: sexta, sábado e segunda, às 21h/ domingo, às 20h

Ingressos: Sexta e Segunda – R$70,00 | Sábado e Domingo – R$90,00

Duração: 80 minutos

Gênero: drama

Capacidade: 402 lugares

Bilheteria: de segunda a sábado das 13 às 21h, domingo das 13 às 20h

Classificação etária: 14 anos

 

FICHA TÉCNICA

Ideia Original: Marcos Nauer

Texto: Marcos Nauer e Teresa Frota

Supervisão de dramaturgia: Teresa Frota

Direção: Sergio Módena

Elenco: Stênio Garcia, Stela Freitas, Marcos Nauer, Antonio Gonzalez, Glaucio Gomes, Mari Saade, Daniel Villas e Carol Loback

Diretor assistente: André Viéri

Cenário: Aurora dos Campos

Iluminação: Tomás Ribas

Figurino: Antonio Guedes

Música Original: Marcelo Alonso Neves

Fotografia: Milton Menezes

Instrutor de lutas: Milton Vieira – Rio Fighters

Instrutor de jeet kune do: Paulo Oliveira – Kalirio

Preparador corporal para o tango: Edio Nunes

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Fotos e Programação Visual: Milton Menezes

Assistente de produção: Luana Simões

Produção: Norma Thiré e Frederico Reder

Realização: Brainstorming Entretenimento e Quarta Dimensão Entretenimento