Festival de Cannes 2019: André Ristum relembra dias de Bellocchio no RJ

Evento acontece até sábado, dia 25.

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24 de maio de 2019

Livro mais badalado entre os lançamentos literários de natureza cinéfila do Festival de Cannes .72, “Une vie de Cinéma” (Gallimard), que reúne escritos esparsos do maior crítico europeu em atividade, Michel Ciment, dedica um capítulo inteiro a um dos pilares do cinema moderno na Itália, na geração que herdou as inquietações sociais do neorrealismo: Marco Bellocchio. Desde sua estreia em longas-metragens, com “De punhos cerrados” (1965), ele é encarado como um ás do debate político e da reflexão sobre a moral. Agora, o nome do aclamado realizador de “Belos sonhos” (2016) tem sido citado aqui por outros mestres – como o espanhol Pedro Almodóvar, que encantou o balneário nesta sexta com o devastador “Dolor y Gloria” -, sendo apontado como um farol para filmografias de diferentes nações. Seu nome anda em alta graças a um projeto novo, que tem o Brasil em seu DNA: na quinta-feira, ele foi aplaudifo calorosamente na competição pela Palma de Ouro de 2019, seu mais recente exercício autoral: “Il Traditore” (“O traidor”).
André Ristum, cineasta brasileiro, foi seu interlocutor nos sets do Rio, onde narrou a saga de Tommaso Buscetta.