Festival do Rio 2017: Balanço do Primeiro Dia e Top 10

Confiram as melhores dicas do Festival até agora

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07 de outubro de 2017

O Festival do Rio 2017 já começou com chave de ouro em sua noite de abertura com “A Forma da Água” de Guilherme Del Toro, belíssimo conto de fadas sombrio de época que metaforiza os direitos das minorias, subvertendo Hollywood em plena era clássica. Mas foi com “Me Chame Pelo Teu Nome” de Luca Guadagnino, sensação no último Festival de Sundance, que o Festival talvez tenha demonstrado um de seus maiores acertos na seleção curatorial que norteia todos os outros filmes. Utilizando-se da linguagem de romance clássico, a história acompanha a paixão de um jovem rapaz pelo melhor aluno de seu pai, que vai passar uma temporada de estudo intensivo na casa de veraneio da família do professor na Itália em 1983. Mais uma vez a questão de época coloca em xeque os direitos civis e sociais de minorias como LGBTQ.

Para além disso, alguns dos filmes tiveram sessões prévias para a imprensa, como “A Guerra dos Sexos” de Valerie Faris e Jonathan Dayton, comédia baseada em fatos reais sobre a primeira disputa de tênis profissional entre uma atleta feminina e um masculino, inspirado na vida de Billie Jean King e sua luta por direitos feministas e LGBTQ. Além disso, o premiado filme “Gabriel e a Montanha” com aventura épica de brasileiro na África também baseado em fatos reais e fotografia grandiosa. Isso sem falar no soco no estômago “Detroit em Rebelião” da consagrada diretora Kathryn Bigelow, denúncia necessária sobre segregação de classe e raça nos EUA de 1967 que se repete até os dias de hoje. Além disso, o Almanaque teve a prévia do excelente documentário subversivo “Henfil” de Angela Zoe sobre o artista subversivo de mesmo nome artístico que o título, e “Clara Estrela” de Suzanna Lira, sobre a artista inesquecível Clara Nunes. Também conferimos “Vida em Família”, uma simpática comédia romântica chilena que tenta fugir dos estereótipos clichês, e “Cadáveres Bronzeados”, um thriller de ação ultra estilizado, meio Tarantino meio um zilhão de outras referências mais, a tal ponto que se perde um pouco apesar do capricho visual inigualável.

Vamos a um ranking provisório do que já pude conferir do Festival do Rio 2017:

1) Me Chame Pelo Teu Nome de Luca Guadagnino

2) Detroit em Rebelião de Kathryn Bigelow

3) A Forma da Água de Guillermo Del Toro

4) Henfil de Angela Zoe

5) A Guerra dos Sexos de Valerie Faris e Jonathan Dayton

6) Gabriel e A Montanha de Fellipe Barbosa

7) Clara Estrela de Susanna Lira

8) Cadáveres Bronzeados de Hélène Cattet e Bruno Forzani

9) Vida em Familia de Alicia Scherson e Cristian Jimenez

10) Sal de Diego Freitas

Berlinale 2017_Call Me By Your Name