Filmes de sábado na TV

A obra-prima de Mojica Marins assombra um fim de semana de humor e de adrenalina com Stallone

por

01 de novembro de 2014

Demolition Man

O Demolidor

“Demolition Man”. De Marco Brambilla (EUA, 1993)

Depois de ter atravessado uma tenebrosa temporada de fracassos, em seu esforço para testar seus dotes cômicos em longas de humor, Sylvester Stallone fez as pazes com o sucesso em “Risco total” (1993), um thriller de alpinismo. A fim de se manter na trilha das bilheterias gordas, ele arriscou fazer um filme de ação futurista, na raia do filão sci-fi. A produção custou caro (US$ 57 milhões), mas rendeu muito (US$ 159 milhões) e, há quase 20 anos, ela é exibida sem parar pelos canais de TV de todo o planeta. Sly é John Spartan, policial sem parâmetros morais no combate ao crime, cujo maior inimigo é psicopata Simon Phoenix (Wesley Snipes, numa interpretação memorável). No momento em que o sistema penal muda, Spartan e Phoenix são presos em uma detenção criogênica (uma prisão no gelo) e acordam décadas depois dispostos a tudo em nome do ódio que nutrem um pelo outro. No Brasil, Luiz Feier Mota dubla Stallone e Márcio Simões empresta a voz a Snipes.

TCM, 16h35m

Bad Grandpa

Jackass apresenta: Vovô sem vergonha

“Jackass presents: Bad grandpa”. De Jeff Tremaine (EUA, 2013)

No enredo desta hilária produção de US$ 15 milhões, o dublê de Sergio Mallandro Johnny Knoxville é Irving Zisman, um aposentado de 86 anos. Sua mulher, com quem viveu por quatro décadas, acaba de morrer, e sua filha é uma viciada em crack. Quando se descobre viúvo, ele decide desfrutar de novo dos prazeres do sexo. Mas em meio à sua obcecada jornada por casas de massagem e inferninhos, Irving se vê obrigado a cuidar de seu neto de oito anos, Billy (Jackson Nicoll). Sua missão é escoltar Billy em uma viagem Estados Unidos adentro a fim de entregar o guri a seu pai biológico, um dependente químico que despreza o menino. De incorreção política em incorreção política, “Vovô sem vergonha” debocha dos atuais padrões morais dos EUA. Sua bilheteria arranhou a casa dos US$ 150 milhões.

Telecine Premium, 18h

Film Title: Encarnação do demonio

Encarnação do Demônio

De José Mojica Marins (Brasil, 2008)

Agente funerário famoso por suas unhas grandes, Josefel Zanatas, o Zé do Caixão, nasceu de um sonho de seu intérprete: José Mojica Marins. “No pesadelo que tive há 51 anos, via um homem de preto que tinha o meu rosto. Acordei com a ideia do Zé do Caixão definida e comecei a correr atrás de sobras de negativo em estúdios como a Vera Cruz e a Maristela para poder filmar uma história em que aquele homem procurava a mulher ideal para ser a mãe de seu filho”, contou Mojica, que começou em 1964 uma trilogia aberta com “À meia-noite levarei sua alma” e seguida por “Esta noite encarnarei no seu cadáver”, de 1966. O desfecho só ocorreu em 2008, com esta produção laureada com o prêmio de melhor filme no Festival de Paulínia. Neste tenso longa, Josefel sai da prisão atrás de um “ventre” capaz de gerar um filho seu, mas policiais corruptos (os saudosos Jece Valadão e Adriano Stuart) vão tentar detê-lo.

Canal Brasil, 3h40m