Liam Neeson brilha em um dos Filmes da TV

Confira as dicas da programação para a 5ª feira!

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12 de outubro de 2014

Um thriller de ação à francesa

Conheça os bastidores do longa que converteu Liam Neeson em herói

XXX TAKEN-2-MOV-886.JPG A ENT

Frente a uma arrecadação estimada em US$ 603 milhões com “Busca implacável” (“Taken”), parte I e parte II, o francês Luc Besson, roteirista e produtor da franquia, não teve a menor dúvida na hora de encomendar um terceira episódio para a saga do agente da CIA Bryan Mills. O capítulo três estréia dia 29 de janeiro, com direção de Olivier Megaton, cercado de forte expectativa por parte do circuito exibidor. Graças à série, Neeson, respeitado por dramas históricos como “A lista de Schindler” (1993), ganhou status de herói de filmes de ação. A estrela de Bryan passou a brilhar quando o longa original, lançado no Brasil durante o Festival do Rio de 2008, virou um fenômeno de bilheteria nos EUA, da noite para o dia, contrariando previsões negativas do circuito.    

Orçado em US$ 25 milhões, o filme, filmado em locações em Paris e nos pomposos Studios Eclair, estreou sem alarde nas telas americanas, mas lá ficou quatro semanas no topo da lista dos longas-metragens mais vistos daquele país – isso no início de 2009. Seu faturamento por lá foi de US$ 145 milhões.Tais cifras são inusitadas para o padrão de produções europeias que alcançam espaço no circuito hollywoodiano, sobretudo por não ter astros associados ao gênero “pancadaria” no elenco. No Brasil, o sucesso que o longa não teve nas telas, reduzido a 251.880 espectadores, ele teve em sua passagem pelo mercado doméstico: houve listas de espera nas principais redes de locação do Rio de Janeiro e de São Paulo para quem quisesse alugá-lo.

O inesperado desempenho comercial de Busca Implacável é fruto de sua estratégia de marketing. Lançado em fevereiro do ano passado na França, onde foi visto por 1.006.793 pagantes, o longa esteve em circuito em vários países da Europa, da Ásia e da América Latina antes de chegar nos EUA. Nessa trajetória, o filme, dirigido por Pierre Morel (de “B13: 13º Distrito”), faturou o suficiente para compensar seus custos e engordar os bolsos do produtor Luc Besson (de “O quinto elemento”), cuja empresa, EuropaCorp, distribuiu o filme em solo francês. No resto mundo, a Fox encampou o thriller

Sua adrenalina tem uma química à moda antiga, mais afeita aos policiais hiperrealistas na linha “Dirty Harry” do que às montagens frenéticas do cinema de ação dos anos 2000. O roteiro mostra a luta do espião aposentado Bryan Mills (Neeson) para salvar sua filha (Maggie Grace, a jovem Shannon do seriado “Lost”) de criminosos eslavos. Em sua estreia americana, “Busca implacável” arrecadou US$ 24,7 milhões em três dias. Esses números valorizaram o cachê de Pierre Morel, que foi cameraman dos cults “Os sonhadores” (2003), de Bernardo Bertolucci, e de “Antes do pôr-do-sol” (2004), de Richard Linklater.

Dublado no Brasil por Armando Tiraboschi, Neeson voltará a ser visto no papel de um vigilante em abril, à frente de “Run all night”, de Jaume Collet-Serra.

Megapix (22h35m)
Busca Implacável (
Taken)
De Pierre Morel (França, 2008)

Batman Michael Keaton

Batman

“Batman”. De Tim Burton (EUA, 1989)

Cotado para concorrer ao Oscar de melhor ator em 2015 por “Birdman”, Michael John Douglas “Keaton” irritou leitores de quadrinhos ao ser escalado por Tim(othy Walter) Burton para viver o Homem-Morcego. Seu tipo franzino parecia incompatível com a imagem que os quanhinhófilos DCnautas faziam do guarião de Gotham City. Mas a rejeição prévia não impediu que o filme faturasse US$ 411 milhões e ganhasse o Oscar de melhor direção de arte. Dublado em português por Nilton Valério, Keaton vive o milionário Bruce Wayne, que, a cada madrugada, assume o manto do Batman e sai à guerra contra o crime. Um gangster, Jack Napier (Jack Nicholson, soberbo), vai se colocar em seu caminho. Napier torna-se ainda mais perigoso ao cair em um tanque de ácido e virar o Coringa. A sequência em que o vilão ataca uma galeria de arte é impagável. Todas as filmagens foram realizadas na Inglaterra

FOX, 14h45m 

Faroeste caboclo

Faroeste Caboclo

De René Sampaio (Brasil, 2013

Com base na canção homônima de Renato Russo, o diretor René Sampaio revisita a história da geração jovem que viveu a origem do B-Rock na Brasília de 1980. Uma trama de tintas sociais marcadas a sangue deriva da música, tendo Fabrício Boliveira numa atuação memorável como João de Santo Cristo. Nascido numa condição miserável no Nordeste, ele vai tentar a sorte no DF, mas vai experimentar momentos trágicos ao se apaixonar pela jovem Maria Lúcia (Ísis Valverde). A fotografia é de Gustavo Hadba. A produção ganhou o troféu Grande Otelo de melhor filme de 2013 na festa do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Telecine Premium, 20h

 O que se move

O que se move

De Caetano Gotardo (Brasil, 2012)

Três histórias diferentes, sem rota de colisão uma com a outra, são narradas por Gotardo. Cada uma delas versa sobre perdas, sempre envolvendo a relação mãe e filho, de contextos tristíssimos, nos quais a dor é mediada pela delicadeza. O único ponto de confluência entre os segmentos é o fato de cada um deles terminar com sua personagem feminina central cantando uma música capaz de sintetizar todas as suas inquietações práticas e existenciais. Os trechos são estrelados por Andrea Marquee, a cantora Cida Moreira e Fernanda Vianna, ganhadora do Kikito de melhor atriz em Gramado pela produção. Eleito melhor filme na Semana dos Realizadores de 2012, o drama é montado por Juliana Rojas, cineasta especializada em filmes com toque sobrenaturais, como o curta “O duplo” (2012) e o longa “Trabalhar cansa” (2011).
HBO Plus, 4h35m