Irina

Solo apresentado por Raquel Iantas, nasceu de um texto escrito pela própria atriz, a partir de memórias de sua infância, adolescência e juventude

por

04 de outubro de 2017

Raquel Iantas em cena de "Irina". Foto Guga Melgar.

Raquel Iantas em cena de “Irina”. Foto Guga Melgar.

Irina, solo apresentado por Raquel Iantas, que estreia dia 05 de outubro, às 21h, no Mezanino do Sesc Copacabana, nasceu de um texto escrito pela própria atriz, a partir de memórias de sua infância, adolescência e juventude no Paraná das décadas de 60 a 80 do século passado. A ideia do texto foi expressar os afetos e o estado de espírito da infância e não simplesmente fazer um relato de memórias pessoais.  Nove histórias da menina solitária e imaginativa de uma família operária, a convivência com a grave doença da mãe, um mundo para poucos sonhos, retratado em histórias que misturam realidade e ficção. A paixão pela arte, os afetos, inseguranças, medos as imagens criadas para construir ambientes. Irina é o retrato de uma vida que fez, de sua vocação, a mudança e a procura de sua própria história. Em abril deste ano, Raquel fechou as nove narrativas que compões o espetáculo, nove episódios independentes que misturam realidade e ficção, onde buscou expressar mais os afetos e o estado de espírito da infância e adolescência do que o relato de memórias pessoais. E Irina nasceu. “Irina, Irene, tem origem no nome grego eiréne,que quer dizer paz, “a que traz a paz”, ou “pacificadora”. Em tempos conturbados como o que vivemos, me agrada muito a intuição ter me levado a esse nome”, explica a autora e atriz.

Texto finalizado, três nomes surgiram naturalmente, por razões artísticas e afetivas, para ajudar a conceber o espetáculo, Aderbal Freire Filho, Eleonora Fabião e Marcio Abreu. O primeiro foi Aderbal, que propôs desenhos de cenas, nas dimensões épica e dramática, em que trabalhou a relação teatro e vida e fez conexões com outras obras da dramaturgia. “Tem uma Raquel que escreve, outra que dirige e tem a mais visível de todas, a atriz. Antes delas, tem uma que recorda e que transforma, a Raquel que modela a matéria de que é feita a vida, isto é, a memória”, afirma Freire Filho. Marcio veio em seguida, trouxe provocações, apontou a simbiose escritora/atriz, fez ver dois movimentos em Irina: a menina que cresce, toma coragem de pegar um avião e partir; e um segundo movimento, da atriz que cresce e toma coragem de um outro voo, em direção à sua própria história, tornada ficção e depois teatro. Segundo Abreu, vemos a narrativa de um corpo atravessado pelas imagens da casa da infância, da mãe fundamental e determinante, do pai, do farelo de pão, dos vizinhos, da cidade, dos amigos, da arte, da vida que vibra além. Já Eleonora propôs quatro experiências distintas e poderosas, a partir dos quatro elementos, terra, ar, água e fogo. A ideia era “experienciar” a narrativa para dar corpo/carne a Irina. A partir disso, conclui: é vital compartilharmos a narrativa da experiência e a experiência da narrativa e, assim, seguirmos renovando nossos modos de ação, de relação, de teatro e de vida. E era uma vez uma vida que abriu caminho por meio do teatro.

E ainda contou com a ajuda de Bruno Lara Resende, presente desde o processo de escrita, que acompanhou de longe as residências e fez críticas pontuais e certeiras, que resume: a marca de Irina é a autenticidade. Narrativas com qualidade literária, sem sentimentalismo nem auto indulgência. É o retrato de uma vida livre dos clichês. Depois dessa rica avalanche de propostas, experiências e percepções, coube a Mariah Valeiras e a própria Raquel, antropofagicamente, dar a forma final.

 

Ficha técnica

Texto e atuação – Raquel Iantas

Direção – Mariah Valeiras e Raquel Iantas

Colaboração artística – Aderbal Freire Filho

Bruno Lara Resende

Eleonora Fabião

Marcio Abreu

Direção de movimento – Marcia Rubin

Iluminação – Rodrigo Portella

Direção de arte e figurino – Domingos Alcântara

Trilha sonora – Tato Taborda

Projeto Gráfico – Bruno Bastos e Caetana Lara Resende

Fotografias – Guga Melgar

Assessoria de imprensa – Daniella Cavalcanti

Equipe de Produção – Alex Nunes, Ana Casalli e Nathalia Pinho

Produção Executiva – Maria Albergaria

Direção de Produção – Sérgio Saboya e Silvio Batistela

Produção – Brotto Produções e Galharufa Produções Culturais

Serviço

Sinopse: nove histórias, narradas com autenticidade: da menina solitária e imaginativa de uma família operária, à adolescente curiosa e insegura, que se torna a artista corajosa e livre.

Temporada: de 05 a 29 de outubro de 2017

Local: Mezanino do Sesc Copacabana (Rua Domingos, Ferreira, 160 – Copacabana)

Horário: 1ª semana, de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h

A partir da 2ª semana, de quarta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h

Ingressos: R$7,50 (associado do Sesc), R$15,00 (meia), R$30,00 (inteira)

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Segundas – de 9h às 16h;

Terça a Sexta – de 9h às 21h;

Sábados – de 13h às 21h;

Domingos – de 13h às 20h.

Capacidade: 70 lugares

Duração: 70 minutos

Classificação: 12 anos

Gênero: memória romanceada