Jogos Mortais: Jigsaw

8º filme da franquia não traz nada de novo, mas é suficiente para divertir os fãs de Jigsaw

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01 de dezembro de 2017

Sete anos após o que parecia ser o fim da franquia “Jogos Mortais”, como o próprio título “Jogos Mortais – O Final” já indicava, eis que é lançado mais um longa-metragem de continuação, dessa vez com a chamada de que John Kramer, o assassino conhecido como Jigsaw, possa estar vivo, mesmo com sua morte incontestável no terceiro filme. A trama segue uma investigação cujas pistas parecem levar a John Kramer, depois de corpos serem encontrados pela cidade. A dúvida que paira no ar é se os assassinatos são obra do falecido Jigsaw ou se há um novo seguidor de seus jogos sádicos.

Jogos Mortais Jigsaw3

Dirigido por Michael Spierig e Peter Spierig (diretores do pouco conhecido “O Predestinado”), “Jogos Mortais: Jigsaw” não traz nada de novo à franquia iniciada há 13 anos por James Wan, que, após escrever e dirigir o primeiro filme, passou a assinar como produtor executivo em todas as continuações até agora. Tudo no longa é apenas mais do mesmo, parecendo, inclusive, uma reciclagem dos enredos do 1º ao 4º filmes. Como já era de se esperar, há algumas pontas soltas e atuações problemáticas, muitas no modo automático. O que mais diferencia “Jigsaw” (no original, em alusão ao assassino da saga) de seus antecessores é a quantidade bem menor de gore e a fotografia mais clara, o que estraga em parte o clima sombrio de suspense comum aos longas anteriores. Alguns detalhes que talvez passem despercebidos por parte do público são a utilização de tecnologias incompatíveis com a época do flashback, apresentadas na forma de televisores de LED, e o fato do ambiente onde acontece o jogo com as armadilhas ser muito mais limpo e relativamente novo que o usual – em outros tempos, dava até medo de pegar tétano só de assistir ao filme, o que tornava tudo ainda mais bizarro e assustador.

JIGSAW

Por outro lado, o roteiro de Pete Goldfinger e Josh Stolberg (“Pacto Secreto” e “Piranha 3D”) é engenhoso ao criar um argumento que, por mais que seja um tanto quanto forçado e tenha um plot twist previsível, dá margem a mais continuações desnecessárias – e não há dúvidas de que isso seja possível caso as cifras desta produção sejam satisfatórios para o estúdio. Apesar de ser o pior filme da franquia, que já perdeu o fôlego há alguns anos, “Jogos Mortais: Jigsaw” vai divertir os fãs em seus 92 minutos de torturas e investigações mornas.

 

Jogos Mortais: Jigsaw (Jigsaw)

EUA – 2017. 92 minutos.

Direção: Michael Spierig e Peter Spierig

Com: Tobin Bell, Laura Vandervoort, Matt Passmore, Callum Keith Rennie, Clé Bennett e Hannah Anderson.

Avaliação Raíssa Rossi

Nota 3