Juliette Binoche é a presidenta do júri do Festival de Berlim

Atriz vai julgar os concorrentes ao Urso de Ouro, que serão revelados a partir desta semana: estima-se que Brian De Palma, Terrence Malick e Gabriel Mascaro podem estar no páreo

por

11 de dezembro de 2018

High Life Juliette Binoche em Berlim

Rodrigo Fonseca
Dois anos depois de Meryl Streep ser convocada para presidir os destinos do Urso de Ouro, como presidenta do júri da Berlinale, é a vez de uma outra grande atriz, a parisiense Juliette Binoche, ser escalada para escolher quem receberá um dos prêmios mais cobiçados do cinema mundial, em 2019. Atualmente enfurnada nos sets de filmagem do melodrama “The truth”, sob a direção do japonês Hirokazu Koreeda (ganhador da Palma de Ouro deste ano, por “Assunto de família”), Juliette vai abrir uma vaga em sua concorrida agenda para ser a presidenta dos jurados do 69º Festival de Berlim (7 a 17 de fevereiro). Aos 54 anos, a estrela de “Cópia fiel” (2010) já participou do evento berlinense múltiplas vezes. Foi premiada lá em duas ocasiões: em 1993, conquistou um troféu honorário por sua excelência em prol do cinema francês, e, em 1997, foi laureada por seu desempenho em “O paciente inglês”, pelo qual recebeu o Oscar de melhor coadjuvante em Hollywood. Agora, Juliette vai comandar um time de jurados a ser divulgado até o dia 25 de janeiro. Seu mais recente trabalho nas telas foi “High life”, de Claire Denis.

“Atuar é saber se adaptar mundos distintos, captando e traduzindo espíritos críticos ou poéticos sobre a vida. A poesia de grandes cineastas passam pela sinceridade”, disse Juliette ao Almanaque Virtual em Cannes.

Há uma semana, Dieter Kosslick, o diretor artístico do evento germânico, anunciou que o longa-metragem de abertura da Berlinale.19  será  “The kindness of strangers”, da dinamarquesa Lone Scherfig, com Zoe Kazan e Tahar Rahim numa trama sobre um inverno em Nova York. Ainda esta semana serão divulgados alguns dos concorrentes ao Urso dourado, mas estima-se que o thriller “Dominó”, de Brian De Palma (sobre a vingança de um policial);o épico de guerra “Radegund”, de Terrence Malick (sobre um austríaco que caçou nazistas); e o drama catalão “Elisa y Marcela”, no qual a diretora Isabel Coixet recria o primeiro casamento homoafetivo da Espanha, vão estar no páreo por prêmios. O Brasil pode tentar a sorte por lá com “Amor divino”, de Gabriel Mascaro, já selecionado por Sundance.