Kung Fu Panda 3

Franquia muito bem resolvida chega à um excelente desfecho, se não houver mais sequências para mexer em time que está ganhando...

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18 de março de 2016

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Em um desfecho de trilogia ainda superior ao que já havia sido alcançado no segundo filme, “Kung Fu Panda 3” consegue completar uma franquia de animação artisticamente e conceitualmente bem resolvida.

Em meio a produções comerciais sem preocupação, é um frescor encontrar mensagens mais profundas para o público infanto-juvenil e também para os pais que levam seus filhos. Produzido pela Dreamworks, especialista em animações para toda família, ninguém pode dizer que de lá não saem alguns dos personagens mais carismáticos e com alto potencial de comercialização de produtos, como o já clássico “Shrek” (que se perdeu justo nas fracas sequências), “Madagascar” e “Como Treinar Seu Dragão”. Mas até aí seria dizer que a produtora é a rainha do marketing, e não de grandes filmes, independente de eles serem animações ou não. Filme é filme e tem de ser avaliado como tal. Desenhos são apenas um gênero, não mais nem menos, apesar do reticente preconceito de parte do público em não assistir a animações. E “Kung Fu Panda 3” é um grande filme.

Calcado na transmissão de valores e ensinamentos da cultura oriental para o ocidente, onde o espírito e a alma ganham mais relevância para um mundo de energias que se comunicam em tudo que nos cerca, mais conhecido como ‘Chi’, “Kung Fu Panda” sempre surpreendeu e inovou ao desafiar a criança a enxergar mais no ser humano. Uma paz interior que pode nos aproximar da natureza e até…do além. Dirigido por Jennifer Yuh Nelson e Alessandro Carloni, escrito por Jonathan Aibel e Glenn Berger, com produção executiva de Guillermo del Toro, o mote do novo exemplar é justamente o mestre do primeiro filme, a Tartaruga anciã Oogway, que reside agora no mundo dos espíritos, e tem seu descanso eterno perturbado quando um antigo amigo/rival vem lhe roubar a alma e a de outros mestres para voltar à vida e se vingar dos discípulos do mestre. Tudo isto evoluindo numa perfeita cadência de ação, comédia, drama e desta vez até boas doses de suspense, vez que o novo vilão aprende também como roubar a alma dos vivos, diga-se de exemplo alguns dos personagens favoritos que podem ser pego de surpresa (e o público idem).

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Colorido sem saturar a tela, os tons do terceiro filme evoluíram, até por acrescentar nova temática cromática. Como o protagonista descobre mais sobre sua família biológica, ou seja, Pandas em extinção, acaba sendo levado para todo uma nova ambientação, mais florestar e naturalística, sempre permeado pela magia das flores de cerejeiras como elemento de ligação. Novos personagens podem parecer dispersos, mas ganham coesão na luta pelo bem, especialmente pelo time de dubladores, tanto no original em inglês quanto na dublagem em português. Para quem tiver a chance de assistir no original, terá atores do calibre de Bryan Cranston (“Breaking Bad”) e J.K. Simmons (“Whiplash”) unindo-se ao elenco de feras como Jack Black, Angelina Jolie, Dustin Hoffman e Seth Rogen. Além disso, a mensagem do filme é muito positiva, acrescentando uma visão familiar mais moderna, como no caso os dois pais do Panda, o adotivo que o criou e o biológico, ajudando na aceitação de si próprio e de achar seu lugar no mundo.

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Kung Fu Panda 3

EUA, 2016. 100 min

De  Jennifer Yuh Nelson e Alessandro Carloni

Com: Bryan Cranston, J.K. Simmons, Jack Black, Angelina Jolie, Dustin Hoffman, Seth Rogen, Kate Hudson

 


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