Lista de Livros escritos por autoras negras

Confira várias dicas literárias imperdíveis

por

30 de dezembro de 2020

36737920_1742150895833006_3558215735689871360_n

Em homenagem ao Lançamento do livro “Quem tem medo do feminismo negro?” de Djamila Ribeiro e ao anúncio de que este e o outro lançamento recente de Djamila, “O que é lugar de fala?”, estão, ambos, na lista dos mais vendidos da Livraria da Travessa, além da data ter coincidido como um tributo aos 24 anos em que a grande intelectual Lélia Gonzalez se foi (em 10 de julho de 1994), resolvi listar aqui o resultado de uma pesquisa recente:

Quantos livros escritos por mulheres negras você já leu? E, caso tenha lido, será que associou na época a autora à obra?

Então, pra facilitar a busca, listei abaixo autoras incríveis e algumas de suas obras. Vale mencionar que muitoooooos livros de autoras estrangeiras ainda não foram traduzidos no Brasil (algumas, inclusive, com tantas obras, seja de ficção ou acadêmicas, que necessitamos urgentemente para dar aulas em instituições que não aceitam como cânones textos não traduzidos 😢):

Maria Firmina dos Reis: “Úrsula” e “A Escrava” (primeira romancista brasileira)

Carolina Maria de Jesus: “Quarto de Despejo – Diário de uma favelada”, “Casa de Alvenaria”, “Pedaços de fome”, “Provérbios” e “Onde Estaes Felicidade”

Ana Maria Gonçalves: “Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim” e “Um Defeito de Cor”

Conceição Evaristo: “Olhos d’Água”, “Ponciá Vicêncio”, ”Becos da Memória”, “Poemas da Recordação e Outros Movimentos”

Angela Davis: “Mulheres, Raça e Classe” e “Mulheres, Cultura e Política” (e inúmeros outros não traduzidos)

Octavia E. Butler: “Laços de Sangue” e “A Parábola do Semeador” (a grande autora da ficção cinetífica)

Roxane Gay: “Má Feminista: Ensaios Provocativos de Uma Ativista Desastrosa”

Chimamanda Ngozi Adichie: “No Seu Pescoço”, “Americanah”, “Hibisco Roxo”, “Sejamos todos feministas”, “Meio Sol Amarelo”

Bell Hooks: “Ensinando a transgredir – a educação como prática de liberdade”

Lélia Gonzalez: “Festas populares no Brasil” e “Lugar de negro” (com Carlos Hasenbalg)

Sueli Carneiro: “Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil” e “Mulher negra: Política governamental e a mulher” (com Thereza Santos e Albertina de Oliveira Costa)

Djamila Ribeiro: “Quem Tem Medo do Feminismo Negro?”, “O Que é Lugar de Fala?”

Grace Passô: “Por Elise”

Scholastique Mukasonga: “A Mulher de Pés Descalços” e “Nossa Senhora do Nilo”

Grada Kilomba: “Plantation Memories: Episodes of Everyday Racism” (não traduzido na íntegra no Brasil)

Noviolet Bulawayo: “Precisamos De Novos Nomes”

Alice Walker: “Rompendo o silêncio” e “A Cor Púrpura”

Toni Morrison: “O Olho Mais Azul”, “Jazz”

Paulina Chiziane: “O Alegre Canto Da Perdiz”

Joice Berth: “O Que é Empoderamento?”

Juliana Borges: “O Que é Encarceramento em Massa?”

Madu Costa: “Meninas Negras”

Bianca Santana: “Quando Me Descobri Negra”

Eliane Cavalleiro: “Racismo e Anti-racismo na Educação”

Nnedi Okorafor: “Quem Teme a Morte”

Buchi Emecheta: “The Joys of Motherhood”

Jarid Arraes: “Não Me Chame de Mulata” e “As Lendas de Dandara”

Jurema Werneck: “Mulheres negras em primeira pessoa”

Djaimilia Pereira de Almeida: “Esse Cabelo”

Joana Gorjão Henriques: “Racismo em Português: O Lado Esquecido do Colonialismo”

Cristiane Sobral: “O Tapete Voador”

Elizandra Souza: “Águas da Cabaça” e participa de “Negrafias e Cadernos Negros”

Jenyffer Nascimento: “Terra Fértil” e participa de “Pretextos de Mulheres Negras”

Alzira Rufino: “Eu Mulher Negra Resisto”

Geni Guimarães: “Terceiro Filho”, “A Fundação Nestlé”, “Leite do Peito” e “A cor da Ternura”

Miriam Alves: “Momentos de Busca”, “Estrelas nos Dedos”, ”Terramara”, “Brasilafro Autorrevelado”, “Bará – na Trilha do Vento” e “Mulher Mat(r)iz”

Lia Vieira: “Só As Mulheres Sangram”

Cristiane Sobral: “Não Vou Mais Lavar os Pratos”, “Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção”, “Só por Hoje Vou Deixar Meu Cabelo em Paz”

Cidinha da Silva: “Sobre-viventes!” e “Cada Tridente em Seu Lugar”

Esmeralda Ribeiro: “Malungos e Milongas”

Mel Duarte: “Negra, Nua e Crua” e “Fragmentos Dispersos”

Vale mencionar que, sobre a personagem histórica Luíza Mahin, inspiração do livro supracitado “Um Defeito de Cor” de Ana Maria Gonçalves, em 2010, Aline Najara da Silva Gonçalves publicou o estudo “Luiza Mahin entre ficção e história”. E, no ano seguinte, Dulcilei C. Lima lançou o estudo “Desvendando Luíza Mahin: um mito libertário no cerne do Feminismo Negro”. Ambos analisam os romances acima e outros documentos em busca da compreensão sobre a enigmática figura de Luíza Mahin.

etc…

Algumas fontes mais concentradas (e com alguns links para onde encontrar as obras):

https://www.geledes.org.br/15-autoras-negras-da-literatura-brasileira/

https://www.huffpostbrasil.com/2017/07/17/7-livros-de-escritoras-negras-da-flip-2017-que-voce-precisa-conh_a_23034282/

https://blog.estantevirtual.com.br/2018/03/15/7-autoras-negras-que-marcaram-o-feminismo/

http://www.naomekahlo.com/single-post/2017/12/07/12-livros-incr%C3%ADveis-escritos-por-mulheres-negras

https://www.modefica.com.br/10-autoras-negras-para-descobrir-ler-e-recomendar/