Morre Nelson Pereira dos Santos, precursor do Cinema Novo

Aos 89 anos, Cineasta deixa obras que fundaram o cinema moderno no Brasil

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21 de abril de 2018

Sábado, 21 de abril, no dia em que celebramos a Inconfidência Mineira como símbolo de democracia popular, morre aos 89 anos o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que revolucionou e ajudou a fundar o cinema moderno no Brasil justamente ao filmar o povo e suas classes sociais menos favorecidas que não haviam antes ganhado as telonas com o olhar digno que ele realizou.

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Diagnosticado com câncer no fígado e internado por um agravamento do estado clínico devido à pneumonia, Nelson Pereira não resistiu e vai ser velado na sede da Academia Brasileira de Letras – ABL, no Centro do Rio, e enterrado no Cemitério São João Batista. Nelson foi o primeiro cineasta a receber uma cadeira na ABL.

Precursor e um dos fundadores do Cinema Novo brasileiro, foi responsável por obras paradigmáticas desde o antológico marco de 1955 “Rio, 40 Graus”, antes mesmo do movimento cinematográfico ter seu nome cunhado pela história. Nelson era um ardoroso entusiasta também da literatura e da música brasileira, em artes que já adaptou para as telonas tanto em livros quanto biografias de grandes músicos. Seguiram obras de igual peso e importância para a história da sétima arte, que sempre merecem ser revistas e estudadas, como “Vidas Secas” (adaptação de livro homônimo de Graciliano Ramos), “Boca de Ouro”, “Memórias do Cárcere” (outra adaptação de Graciliano Ramos), “A Música Segundo Tom Jobim”  e etc… Bem como sucessos como “Tenda dos Milagres”, “Como Era Gostoso o Meu Francês”, e até o exemplar sci-fi: “Quem é Beta?” (Sim! Temos ficção científica no Brasil, onde até Nelson desbravou )