Mostra de São Paulo também revela parte de seus filmes

Mesmo com orçamento reduzido, edição fará homenagem ao Cinema

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01 de setembro de 2015

A Mostra de São Paulo há mais de um mês de distância e mesmo antes do Festival do Rio, revelou uma lista dos filmes já confirmados de suas principais Mostras, incluindo como filme de abertura o inédito “Meu Amigo Hindu” de Hector Babenco (diretor de “Carandiru”), baseado em fatos reais de uma crise pessoal passada na década de 90 quando teve câncer, o que lhe fez esmorecer a crença em seu próprio ofício artístico, e aqui encarnado pelo ator internacional William Dafoe. Além do premiado recentemente em Cannes 2015 e indicado da Hungria ao Oscar 2016 “Saul Fia” de László Nemes. Além disso, mesmo com orçamento reduzido, operando a 30/40% menos efetivo do que na edição de 2014, a Mostra homenageia o cinema em geral através de parceria com o Film Foundation criado por Martin Scorsese na década de 1990 para restaurar grandes obras do cinema. Mais de 600 filmes ja foram preservados por esta iniciativa para as futuras gerações. Curiosamente, logo em um ano de crise mundial, onde a Mostra de SP está sofrendo cortes dos 330 filmes do ano passado para 250 este ano, a própria Film Foundation também enfrenta uma recessão com corte de pessoal e de departamentos, o que torna a homenagem com a Mostra ainda mais fortuita para chamar atenção às causas de ambas Instituições tão necessárias.

Vale ressaltar que a Mostra ainda não fechou orçamento e poderá estar fechando com outros patrocinadores no decorrer deste mês para restabelecer o potencial tradicional no evento.

Lista já confirmada:

“We Are Young. We Are Strong”, de Burhan Qurbani (Alemanha, 2014)

 

“Decor”, de Ahmad Abdalla (Egito, 2014)

 

“Magical Girl”, de Carlos Vermut (Espanha/França, 2014)

 

“Matriarchy”, de Nikos Kornilios (Grécia, 2014)

 

“I am Nojoom Age 10 and Divorced”, de Khadija Al-Salami (Iêmen, 2014)

 

“Gods”, de Lukasz Palkowski (Polônia, 2014)

 

“The Wall”, de Dariusz Glazer (Polônia, 2014)

 

“The Citizen”, de Jerzy Stuhr (Polônia, 2014)

 

“Volta à Terra”, de João Pedro Plácido (Portugal, 2014)

 

“Monthy Python – The Meaning of Life”, de Roger Graef e James Rogan (Reino Unido, 2014)

 

“Bone Tomahawk”, de S. Craig Zahler (Alemanha, 2015)

 

“El Apostata”, de Federico Veiroj (Espanha/Uruguai/França, 2015)

 

“Eisenstein en Guanajuato”, de Peter Greenaway (Holanda/México/Finlândia/Bélgica, 2015)

 

“Ryuzo and His Seven Henchmen”, de Takeshi Kitano (Japão, 2015)

 

“Ornamento e Crime”, de Rodrigo Areias (Portugal/Brasil, 2015)

 

“Wanja”, de Carolina Hellsgård (Alemanha, 2015)

 

“Under Construction”, de Rubaiyat Hossain (Bangladesh, 2015)

 

“The Forbidden Room”, de Guy Maddin, Evan Johnson (Canadá, 2015)

 

“Birds of Neptune”, de Steven Richter (EUA, 2015)

 

“Heart of Dog”, de Laurie Anderson (EUA, 2015)

 

“Krisha”, de Trey Edward Shults (EUA, 2015)

 

“Valter”, de Anna Mastro (EUA, 2015)

 

Divulgação

Cena do filme ‘Eisentsein in Guanajuato’

Cena do filme ‘Eisentsein in Guanajuato’

“Bizarre”, de Etienne Faure (EUA/França, 2015)

 

“Prince”, de Sam De Jong (Holanda, 2015)

 

“Saul Fia”, de László Nemes (Hungria, 2015)

 

“Us, Them and Me”, de Nicolás Avruj (Israel/Palestina/Argentina, 2015)

 

“Sport”, de Ahmad Barghouthi,Tal Oved,Lily Sheffy Rize e Matan Gur (Israel/Palestina/França, 2014)

 

“Life Is Waiting: Referendum and Resistance in Western Sahara”, de Iara Lee (Oeste do Saara/Espanha/EUA, 2015)

 

“K2 and The Invisible Footmen”, de Iara Lee, (Paquistão/EUA, 2015)

 

“Carte Blanche”, de Jacek Lusinski (Polônia, 2015)

 

“Body”, de Malgorzata Szumowska (Polônia, 2015)

 

“These Daughters of Mine”, de Kinga Debska (Polônia, 2015)

 

“Brand New U”, de Simon Pummell (Reino Unido, 2015)

 

“Just Jim”, de Craig Roberts (Reino Unido, 2015)

 

“Self-Portrait of a Dutiful Daughter”, de Ana Lungu (Romênia, 2015)

 

“Mistress America”, de Noah Baumbach (EUA, 2015)

 

“The Magic Mountain”, de Anca Damian (Romênia/França/Polônia, 2015)

 

“A Decent Man”, de Micha Lewinsky (Suíça, 2015)

 

“Ivy”, de Tolga Karaçelik (Turquia, 2015)

 

“Meu Único Amor”, de Sam Taylor (EUA,1927)

 

“Aconteceu Naquela Noite”, de Frank Capra (EUA, 1934)

 

“Como Era Verde o Meu Vale”, de John Ford (EUA, 1941)

 

“Coronel Blimp – Vida e Morte”, de Michael Powell e Emeric Pressburger (Reino Unido,1943)

 

“Verão Seco”, de Metin Erksan (Turquia, 1964)

 

“La Noire De”, de Ousmane Sembene (França/Senegal, 1966)

 

“Um Caminho Para Dois”, de Stanley Donen (Reino Unido, 1967)

 

“A Cor da Romã”, de Sergei Parajanov (União Soviética, 1969)

 

“The Night of Counting The Years”, de Shadi Abdel Salam (Egito, 1969)

 

“The Eloquent Peasant”, de Shadi Abdel Salam (Egito, 1969)

 

“Downpour”, de Bahram Beizai (Irã, 1972)

 

“Manila in the Claws of Light”, de Lino Brocka (Filipinas, 1975)

 

Reprodução

Cena do filme ‘Rashomon’, de Akira Kurosawa

Cena do filme ‘Rashomon’, de Akira Kurosawa

“All That Jazz – O Show Deve Continuar”, de Bob Fosse (EUA, 1979)

 

“Trances”, de Ahmed El Maanouni (Marrocos/França, 1981)

 

“O Rei da Comédia”, de Martin Scorsese (EUA, 1982)

 

“A Brighter Summer Day”, de Edward Yang (Taiwan, 1991)

 

“Sindicato de Ladrões”, de Elia Kazan (EUA, 1954)

 

“Rocco e Seus Irmãos”, de Luchino Visconti (Itália, 1960)

 

“Rashomon”, de Akira Kurosawa (Japão, 1950)

 

“Juventude Transviada”, de Nicholas Ray (EUA, 1955)

 

“Bom Dia, Tristeza”, de Otto Preminger (EUA/Reino Unido, 1958)

 

“O Bandido Giuliano”, de Francesco Rosi (Itália, 1962)

 

“Eraserhead”, de David Lynch (EUA, 1977)