O Bebê de Bridget Jones

Terceiro filme da sequência de “O Diário de Bridget Jones” diverte e completa muito bem a trilogia

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29 de setembro de 2016

Bridget Jones (Renée Zellweger) está de volta às telonas protagonizando mais uma vez um triângulo amoroso envolvendo o seu rolo de longa data Mark Darcy (Colin Firth) e o cientista do amor bilionário Jack Qwant (Patrick Dempsey). Só que desta vez Bridget não está sozinha: tem um bebê a caminho, e ela não sabe qual dos dois é o pai. Agora produtora do noticiário em que trabalhava, cercada de amigos, confiante de si mesma e no seu peso ideal (já que a atriz foi proibida pelos produtores de engordar para reviver o papel), Bridget precisa se preocupar com a primeira gravidez aos 43 anos e escolher com qual dos possíveis pais quer ter um relacionamento.

BRIDGET JONES' BABY

Dirigido por Sharon Maguire, de “O Diário de Bridget Jones” (2001), “O Bebê de Bridget Jones” é o terceiro filme sobre a atrapalhada personagem-título e sua vida tragicômica. Hugh Grant surge de maneira inusitada como Daniel Cleaver, mas não atua no longa, e é substituído por Patrick Dempsey como novo affair de Bridget. Ela continua a narrar a trama, mas tem o seu famoso diário substituído por um tablet. Renée Zellweger encarna mais uma vez a protagonista imperfeita e solteira, só que agora mais madura e segura: a personagem aprendeu a rir de si mesma e a tirar o melhor de cada situação, porém não perdeu a sua natureza estabanada, felizmente. A química com Colin Firth em cena continua ótima, mas a entrada de Dempsey na história torna mais difícil a torcida do espectador.

BRIDGET JONES' BABY

“Bridget Jones’s Baby” (no original) é uma comédia romântica com um enredo simples e coerente, escrito por Helen Fielding (também autora dos livros que deram origens aos filmes), Dan Mazer (“Dou-lhes Um Ano” e “Brüno”) e Emma Thompson, que também participa do filme como a sarcástica Dra. Rawling, obstetra que acompanha a gravidez de Bridget e rouba as cenas em que aparece. Já que foi baseada em crônicas que Fielding escreveu para o jornal britânico The Independent, a trama é bem diferente do último livro, Bridget Jones: Mad About the Boy (será que teremos um quarto filme?), mas flui muito bem e encontra um bom equilíbrio entre romance e humor, além de se posicionar, ainda que rapidamente, contra o excesso de tecnologia do mundo atual, o sensacionalismo no jornalismo e o preconceito em relação aos diferentes tipos de família. Há, ainda, uma participação especial do cantor Ed Sheeran como ele mesmo.

BRIDGET JONES' BABY

Maguire conseguiu encontrar o tom certo para a continuação de “Bridget Jones: No Limite da Razão” (Beeban Kidron, 2004). A sequência, feita inicialmente para os fãs da trilogia, também dialoga com quem não acompanha Bridget desde o primeiro longa, lançado há 15 anos. O resultado é um filme leve, divertido e completamente dentro de sua proposta.

O Bebê de Bridget Jones (Bridget Jones’s Baby)

EUA – 2016. 115 minutos.

Direção: Sharon Maguire

Com: Renée Zellweger, Colin Firth, Patrick Dempsey e Emma Thompson.

Avaliação Raíssa Rossi

Nota 4