O Choro de Pixinguinha

Grupo de estudantes, e amigos, contam e cantam com leveza partes da história da vida de Pixinguinha

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23 de setembro de 2018

Após realizar uma bem-sucedida trilogia com importantes segmentos da nossa música popular brasileira, onde tivermos “Sambinha”, “Bossa Novinha” e “Forró Miudinho”; a Lúdico Produções criou um outro novo projeto de trilogia, só que desta vez, não mais optando por um estilo musical, mas sim por importantes e emblemáticos nomes de nossa música popular brasileira. Para dar início ao projeto foi escolhido Pixinguinha; e assim estreou no mês de agosto no OI Futuro Flamengo: “O Choro de Pixinguinha”. Com texto de Ana Veloso, a estrutura permanece a mesma das montagens anteriores. Um texto leve, de fácil assimilação, com personagens já conhecidos das outras encenações. Sempre um grupo de amigos, que brincando, vão contando parte de nossa musicografia. “O Choro de Pixinguinha” é um espetáculo sobre a vida e obra de Pixinguinha. Mais um “mergulho” no universo da MPB, dessa vez tendo como inspiração a obra de Pixinguinha. Pixinguinha foi um menino prodígio. Aos 12 anos, tocava cavaquinho, aos 13, passou ao bombardino e a flauta. Mais velho trocaria a flauta pelo saxofone. Aos 17 anos gravou suas primeiras instrumentações, e aos 18 suas primeiras composições, nada menos que Rosa e Sofres Porque Queres. Em 2018, o artista faria 121 anos. Pode-se dizer que ele é o “pai” da música brasileira. Maestro, compositor, arranjador e instrumentista, criou o que hoje são as bases da nossa música popular. Misturou a música de Ernesto Nazareh, Chiquinha Gonzaga e dos primeiros chorões com ritmos africanos, estilos europeus e a música negra americana, fazendo surgir um estilo genuinamente brasileiro. No musical “O Choro de Pixinguinha”, os meninos Júnior, Marilú, Beto, Bianca e Lucinha – personagens da Trilogia anterior – voltam à cena. Dessa vez, Marilú e Bianca, colegas de turma na escola, estão empenhadas em seu trabalho da aula de música, cujo tema é nada menos do que – Pixinguinha. As meninas, muito estudiosas, não se contentam em fazer apenas uma redação ou um cartaz. Então, chamam os amigos para ajudar a encenar uma “peça” sobre o genial Pixinguinha. A partir daí, a garotada pesquisa as histórias e os sons do Moleque Pizindin (apelido que na língua natal de sua avó africana, significava “menino bom”). Vai surgindo então, aos olhos da plateia um “espetáculo” elaborado por “crianças”, sobre Pixinguinha, apresentando histórias, músicas e arranjos desse grande artista. Com um olhar infantil, os aspectos da vida e da música de Pixinguinha são apresentados de forma a despertar, no público infantil, curiosidade e interesse pela obra deste mestre. O “Chorinho”, gênero a que o Mestre dedicou a maior parte de sua vasta produção, tem destaque especial.

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Vera Novello, Édio Nunes, Ana Velloso, Milton Filho e Patrícia Costa em cena. Foto de Cláudia Ribeiro.

Para dar conta da estrutura do texto Ana criou a seguinte premissa: reunir os amigos da escola e do prédio, para juntos apresentaram, trechos do rico repertório de Pixinguinha. A direção de Sergio Módena consegue ordenar com fluidez todos os caminhos da peça. Com a evolução da trama vamos vendo um desfile de ricos figurinos, que são manuseados aleatoriamente por crianças que ainda não têm a compreensão da importância do corte dos tecidos, e do estilismo em si; e da matéria prima empregada para os mesmos. Tratando-os como mais uma de suas roupas cotidianas. Essa solução colabora para que não haja um desequilíbrio desproporcional entre a história contada e os bonitos figurinos assinados pelo ótimo artista Marcelo Marques. A escolha do cenário do mesmo Marques, é bem prático, e apresenta para a montagem um maior despojamento, e simplismo, do que os projetos da primeira trilogia; somando-se à ele a interessante projeção de imagens documentais de Anderson Lago. Um dos pontos mais altos, e emocionante, é o descortinamento e a inclusão harmônica dos músicos à cena! Uma boa sacada, em vista da importância dos mesmos na trajetória de Pixinguinha. Destaque absoluto para o arranjo da belíssima música “Carinhoso”. Delicado e emocionante. A luz de Aurélio de Simoni cumpre o seu papel, no limite entre a projeção e a luz cênica! Os atores Ana Velloso, Vera Novello, Patrícia Costa, Édio Nunes e Milton Filho empregam uma atuação leve e onde vemos o prazer de cada um deles em estar em cena; brincando e cantando com leveza. Destaque para Ana Velloso em sua expressão corporal e facial, nas danças, bem pontudas pela coreografia de Édio Nunes.

 

Ficha Técnica

Texto: Ana Velloso e Vera Novello

Direção: Sergio Módena

Direção Musical: Ricardo Rente

Elenco Protagonista: Ana Velloso, Vera Novello, Patrícia Costa, Édio Nunes e Milton Filho.

Músicos: Felipe Pedro Santos (cavaquinho); André Rente (violão); Ricardo Rente (Sax); Jeferson Silva (Flauta); André Vercelino (Percussão)

Iluminação: Aurélio de Simoni

Cenografia e Figurinos: Marcelo Marques

Preparação Vocal: Débora Garcia

Coreografias: Édio Nunes

Direção de Imagem: Aderson Lago

Engenharia de Som: Filipe Chagas

Programação Visual: Cacau Gondomar

Fotos de Divulgação – Claudia Ribeiro

Realização e Produção – Lúdico Produções

Assessoria de Imprensa – Duetto Comunicação

Alessandra Costa/Duetto | Assessoria de Imprensa e Comunicação alessandracostadivulga@gmail.com, michellitoledo@gmail.com e duettocproducoes@gmail.com

 

Serviço

Estreia: 18 de agosto

Temporada: de 18 de agosto a 04 de novembro

Local: Teatro Oi Futuro Flamengo

Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63. Flamengo – Rio de Janeiro – (21)

Dias: Sábados e Domingos, às 16h

Gênero: Musical

Duração: 60 minutos

Classificação Etária: Livre

Lotação: 63 lugares

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / 10,00 (meia)

Avaliação Ricardo Schöpke

Nota 4