O destino de Júpiter

Novo filme dos irmãos Wachowski reúne Mila Kunis e Channing Tatum

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05 de fevereiro de 2015

Quando dirigiram “Matrix” (1999), os irmãos Wachowski revolucionaram o modo de fazer cinema, produzindo um clássico instantâneo que acabou por se tonar referência no gênero da ficção científica com opções estilísticas que são copiadas até hoje. Os outros dois episódios da trilogia, lançados em 2003, apesar de garantir à franquia estrondoso sucesso em termos de público e arrecadação, sugeriam que aquele primeiro filme era o clássico caso de sorte de principiante. A sucessão de equívocos que veio a seguir acabou colocando definitivamente em dúvida as produções da dupla, fato que infelizmente se confirma com este “O destino de Júpiter”.

O Destino de Júpiter

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O rocambolesco enredo da obra narra a história de Jupiter (Mila Kunis), filha de um astrofísico que ganha a vida como empregada doméstica em Chicago. A jovem, uma espécie de Cinderela intergaláctica, pertence a uma linhagem que faz dela sucessora do universo. Sua origem desperta a cobiça dos irmãos Balem (Eddie Redmayne, indicado ao Oscar de melhor ator por “A teoria de tudo”), Titus (Douglas Booth) e Kalique Abrasax (Tuppence Middleton). Com a missão de protegê-la, o ex-soldado Caine Wise (Channing Tatum) chega à Terra.

O Destino de Júpiter

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Com o objetivo de desviar o foco da falta de substância da trama, os diretores despejam na tela uma série de excessos gráficos baseada em uma direção de arte exagerada e pouco inspirada, que serve de pretexto para o desfile de um universo de personagens desnecessários, que mais parecem sobras das tenebrosas inserções digitais de George Lucas nos episódios da série “Star Wars”.

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As extensas e inúmeras cenas de ação, em vez de empolgar pelo ritmo frenético, tornam-se cansativas à medida que se revelam previsíveis, repetitivas e genéricas. Por outro lado, quando a correria cede espaço para que se desenvolva a trama, diálogos empolados tentam transmitir uma profundidade que não existe, perdendo-se em uma série de eventos desnecessários e, ao final, mal resolvidos.

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Desnorteados por sua ambição megalômana, os irmãos Wachowski evidenciam a máxima de que menos é mais ao perderem o controle do universo multifacetado e complexo que tentaram criar, conduzindo sua obra de forma melancólica para uma conclusão constrangedoramente piegas.

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O destino de Júpiter (Jupiter Ascending)

Estados Unidos, 2015, 127 minutos.

Direção: Andy Wachowski e Lana Wachowski

Com: Mila Kunis, Eddie Redmayne, Douglas Booth, Kalique Abrasax, Channing Tatum e Sean Bean.


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