Os Demônios de Ken Russell

Indicação de Natal às avessas do Almanaque Virtual

por

21 de dezembro de 2019

Minha indicação de filme pra ver no Natal:

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Que “Porta Dos Fundos: Especial de Natal” o escambau… Um de meus filmes favoritos de vida, ainda mais para esse período Natalino, é “Os Demônios” de Ken Russell. Bem herege, como os novos tempos precisam para refletir sobre dogmas que não lhe sirvam mais…rsrs

Então, explicando por que lembrei dele logo agora. Para além de fazer uma crítica contumaz aos dogmas religiosos dos quais o governo atual anda se aproveitando para vender e impor crenças unilaterais e excludentes de qualquer outra forma de pensamento, algo que este filme o faz de forma muito superior à forma do Porta dos Fundos, ainda por cima é classicão irretocável que só cresce!

E recebi esta manhã no whatsapp mensagem sem pé nem cabeça tão louca (encaminhada por amizades minhas que adoram pinçar coisas doidas e compartilhar no nosso grupo coisas de fontes desconhecidas), que por incrível que pareça, por mais louca que seja, parece exatamente a sinopse do filme que estou indicando acima. E por isso a lembrança tão fortuita da melhor indicação que você terá para levar pra sua família e ver neste Natal (para além de “Dois Papas” da #Netflix , claro, que também parece uma coisa e é outra muito melhor e vai deixar os parentes mais conservadores de cabelo em pé! Mas isso eu desenvolvo melhor em outro post).

Vou reproduzir abaixo a mensagem original enviada no zap:

“”Se for o caso, por favor, acrescentem uma orgia. Se a orgia ajudar, não titubeiem. Mas não vamos criar templos de onde saiam lindos sacerdotes e sacerdotisas nus, já parcialmente em êxtase e prontos para copular com qualquer homem ou mulher, amante ou desconhecido, desejando unir-se à insondável divindade do sangue, embora essa tenha sido minha ideia inicial. Mas seria melhor que não houvesse templos em Omelas – ao menos não templos habitados. Religião, sim; clero, não. Certamente, as belas pessoas nuas podem simplesmente perambular, oferecendo-se, como manjares dos deuses, à fome dos necessitados e ao arrebatamento da carne.”