Poderia Me Perdoar? (42ª Mostra de SP)

Melissa McCarthy nunca esteve tão Kathy Bates - no melhor dos sentidos!

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02 de novembro de 2018

Melissa McCarthy virou Kathy Bates 😱😱😱😱😱 — Inclusive em relação ao talento.

“Poderia me Perdoar?” De Marianne Haller (do cult subestimado “O Diário de Uma Adolescente) num drama estrelado pelos comediantes em estado de graça Melissa McCarthy e Richard E. Grant (possivelmente em seus respectivos melhores papéis na carreira) é um dos grandes lançamentos desta semana, com 3 indicações ao Oscar.

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A comediante comediu seus excessos histriônicos e conseguiu construir bem uma personagem intrigante e rabugenta que distorce as regras da vida por viver à margem do sistema. Quem rouba a cena é o comediante britânico Richard E. Grant. O arcabouço da história é baseado em fatos verídicos: Passando por problemas financeiros, a jornalista Lee Israel decide forjar e vender cartas de personalidades já falecidas (como Katharine Hepburn, Tallulah Bankhead e Dorothy Parker), um negócio criminoso que dá muito certo. Quando as primeiras suspeitas começam, para não parar de lucrar, ela modifica o esquema e passa a roubar os textos originais de arquivos e bibliotecas.

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Mas em termos de ritmo e imagética, creio que há algumas lacunas de roteiro e de execução da história original que só Hollywood consegue esvaziar um pouco o que poderia ser ainda mais interessante psicologicamente, mas que a atriz resgata mesmo que os recursos visuais não acompanhem. O filme está indicado ao Oscar 2019 nas categorias de melhor atriz para Melissa, melhor ator coadjuvante para Richard e melhor roteiro adaptado.