Scarlett Johansson volta a trabalhar com os Coen

Projeto reune os Coen com Scarlett e Clooney

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16 de novembro de 2014

Desde a segunda da semana passada, quando começaram as filmagens de “Hail, Caesar!”, Scarlett Johansson reencontrou no trabalho os irmãos Joel e Ethan Coen. Antes de ser alçada ao estrelato (com “Encontros e Desencontros”, 2003), a então jovem iniciante chamara muito a atenção como a ninfeta perigosa de “O Homem Que Não Estava Lá” (2001), quando foi dirigida pela primeira vez por eles.

Há tempos afirmando estar interessada em mudar a sua imagem de símbolo sexual, de fêmea-delícia (não há como deixar de lembrar o caso semelhante de Angelina Jolie, que foi de bad girl tatuada e perigosa à Mamãe Gansa da UNICEF), Scarlett parece ainda mais decidida a proceder assim depois de dar a luz em setembro a filha, Rose Dorothy.

Scarlett lê o roteiro dos Coen.

A trama que se passa durante um dia nos anos 50, parece ter de maneira simultânea paralelos e contrastes, com a trajetória e momento de vida da atriz. George Clooney faz um empregado de estúdio de Hollywood encarregado de zelar pela reputação e abafar os escândalos envolvendo os astros e estrelas. Scarlett, uma atriz que engravida, o que não era previsto, pouco antes de começar a rodar um filme.

Scarlett lê o roteiro dos Coen.

Scarlett lê o roteiro dos Coen.

Sem revelar outros detalhes que parecem saborosos do argumento, dá para antever o que vem por aí baseado em duas fontes: uma resenha pública do roteiro no site “Screenplay Review” (achou bom, sem especial entusiasmo) e uma fonte dos EUA ligada ao “Almanaque Virtual” (que adorou cada palavra) que obteve também uma cópia do texto. “Hail, Caesar!” será uma comédia deslavada, exuberante, no ramo da filmografia dos Coen sendo parente de realizações como “Arizona Nunca Mais” (1987), “O Grande Lebowski” (1998), “E Aí, Irmão, Cadê Você?”, “O Amor Custa Caro” (2003), “Queime Depois de Ler” (2008), entre outros.

Pela ambientação física e pretendida sátira social, muitos já comparam este filme à “Barton Fink – Delírios de Hollywood” (1991), mas além deste se passar dez anos antes, no começo dos anos 40, trazia fartas doses de drama, suspense e até clima fantástico, ficando longe de ser uma comédia muito parecida com as demais citadas.

No elenco principal do trabalho que está em rodagem, além da volta de Scarlett, habituês de filmes dos irmãos atuam mais uma vez como Clooney, Tilda Swinton, Josh Brolin, e Frances McDormand, a sra. Joel Coen.

George Clooney

George dando um tempo de seu projeto de se tornar o presidente do Governo Mundial, deixou em casa a esposa drusa e comunista (disto não sentirá saudades; está cheio de gente escarlate na trama do filme), e demonstra o que sente por trabalhar com Scarlett

Estreando num filme da dupla, o consagrado Ralph Fiennes e os jovens astros Channing Tatum e Jonah Hill, e mais uma série de intérpretes.

O diretor de fotografia Roger Deakins assina pela 12ª vez a coordenação da luz de uma obra dos Coen. E os irmãos mais uma vez dividem produção, direção, roteiro e montagem.

Como a data de estréia de “Hail, Caesar!” está marcada para 5 de fevereiro de 2016, é improvável que o filme seja exibido no festival de Cannes (onde os irmãos já exibiram onze trabalhos, oito vezes na competição, e ganharam vários prêmios) que ocorre sempre em maio. Mais provável que eles possam ir ao festival de Berlim, que rola todo fevereiro, e no qual eles participaram apenas uma vez com “O Grande Lebowski” (em 1998, ano que Walter Salles ganhou o Urso de Ouro com “Central do Brasil”).

Será que Scarlett comparece?

 

  • Absolutamente absorta, deveras compenetrada, Scarlett lê o roteiro dos Coen
  • Em 2001, o desabrochar inebriante de uma fêmea-delícia.
  • George dando um tempo de seu projeto de se tornar o presidente do Governo Mundial, deixou em casa a esposa drusa e comunista (disto não sentirá saudades; está cheio de gente escarlate na trama do filme), e demonstra o que sente por trabalhar com Scarlett
  • Ethan e Joel Coen vislumbram: “Scarlett está chegando ao set. Oba!”