Seal faz show para dançar, tendo repertório tolhido com gosto de quero mais

Seal possui carreira longa e complexa demais para caber em show rápido. Merece voltar ao Rio para muito mais

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21 de setembro de 2015

O Setlist de Seal já revelava contemplar primeiros anos da carreira e algumas inéditas do novo álbum, auto-intitulado “Seal”, que sairá em 06 de novembro deste ano (aliás já liberadas por ele na rede). Excelentes músicas por sinal. Pena que sua carreira seja longa e complexa demais para caber em show rápido e a saudade do público prova lugar muito necessário no mercado para retorno do artista com inéditas. As músicas contempladas foram apenas as mais eletrônicas talvez para manter o público gigante do Parque dos Atletas dançando até os dois outros shows mais esperados da noite, Elton John e Rod Stewart. Toda a carreira mais soul e gravação do álbum “Soul” com clássicos standards americanos foi separada e excluída, como “It’s a Man’s Man’s Man’s world” “I Cant’t stand the rain” “A Change is Gonna Come” “If You Don’t Know Me By Now” “People Get Ready” e “Stand by Me” entre outros, o que malgrado o tempo reduzido se encaixaria perfeitamente na proposta dos artistas seguintes Elton John e Rod Stewart. Além destas ficaram de fora sucessos também como “Fly like an eagle” trilha do filme Space Jam”, além de “Dont Cry”, e “Lost my Faith” trilha do filme soberbo “A Armadilha” imortalizado pelas pernas da atriz Catherine Zeta Jones passando pelos laisers.

O que aconteceu foi uma ligeira queda na expectativa do público, pois havia muito mais camada de carreira a que os fãs talvez esperassem. Sim, o artista tem muito estilo e bossa, de modo elegante, que talvez não fossem o melhor a ser explorado num show tão público tão amplo. E depois do Show dos Paralamas ter animado muitíssimo a plateia com rock clássico, a eletrônica combinada ã coragem e ousadia de apresentar músicas novas sem identificação ainda de público, causou ligeiro distanciamento. Seal até dedicou uma das novas “Everytime I’m with you” a Elton John, explicando que pensou muito nele e seu estilo quando compôs esta. Mas foi mesmo com “Crazy” “Killer” e “Kiss From a Rose” que levantou todos a cantarem em uníssono com fervor, matando saudades.

Muito simpático, interagindo e conversando com o público lá embaixo no gargalo, até bandeira do Brasil estendeu, mas talvez seu estilo tenha sido um pouco pelo canhão de luzes dançantes um pouco fora de hora num evento que foi precedido pelo artesanal John Legend ao piano e sucedido por Sir Elton John igualmente tacando fogo no piano.

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